terça-feira, 4 de dezembro de 2018

SORRISO




Quanto vale um sorriso?
Depende.
Para quem o oferta ou para quem o recebe?
Às vezes custa lágrimas para quem o dá e passa despercebido a quem o ganha.
Mas não seria ele a própria recompensa pelo sofrimento daquele que o escolheu como forma de lidar com a dor?
E quantas vezes ele já não mudou a vida de alguém que também sorriu depois que o avistou?
Um sorriso (mesmo forçado, quando a intenção é boa) sempre terá um imensurável e, ainda assim, grande valor.

DIAS E DIAS

A vida tem disso mesmo...
Dias de glória e dias de angústia fazem parte. É essa diversidade de sentimentos que nos permite explorar a nossa humanidade. Por mais incrível que possa ser aprendemos mais com as adversidades, assim, os problemas contribuem para o nosso processo de amadurecimento e valorização do que realmente vale a pena.
Para os dias maus: fé em Deus.
Para os dias bons: gratidão.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

OBSERVADA

Quando ela olhou ao redor e percebeu que estava sendo observada tomou consciência da grande responsabilidade que, de forma não proposital, atraíra para si. E, antes mesmo de ceder à loucura que batia em sua porta se deu conta de que podia ajudar a mudar o mundo, não de forma espetacular, mas tímida e gradualmente ela poderia influenciar, desde que começasse mudando a si própria.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

EM PAZ


Que legenda usar para tanta coisa explicar?
Uma confusão de sentimentos
Um emaranhado de pensamentos
Um monte de coisas pra pouco tempo
Incertezas da estação
Frescuras do coração
Dores sem lógica explicação
A ansiedade importunando a alma
Um grito silencioso rogando por calma
Duvidas quanto ao querer
Decisões necessárias sobre o que fazer
Como pode uma única imagem tanta coisa expressar?
Mas além de todas essas inquietações e do misto louco de emoções
Existe um pouquinho de fé suficiente para manter-me de pé
Há também uma força sem igual que me faz crer que tudo dará certo, afinal
E também a certeza do cuidado de Alguém que sempre esteve ao me lado.
Talvez a legenda que melhor possa tudo isso representar seja:
A despeito das guerras, estou em paz.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

O CRISTIANISMO E O AMOR: UMA SÍNTESE SOBRE ESSA RELAÇÃO



Jesus sempre existiu, mas ninguém é obrigado a acreditar nisso. No entanto, uma vez que alguém decide professá-lo como Senhor, não teria este a obrigação de seguir os seus ensinamentos? Quando observado o início do Cristianismo, em humildade, pureza e amor, a dura realidade que se formou em torno dessa religião nos anos que mediaram essa época e a revolução causada por Lutero pode causar admiração.
Quantas mortes em nome de um Deus que é amor! Quanta dor causada por aqueles que deveriam ter aprendido na pele o horror resultante da intolerância religiosa! Enquanto cristãos matavam aqueles que Jesus havia vindo resgatar e ensinar uma forma de vida alternativa (alicerçada no perdão, na esperança e na misericórdia), o seu Cristo derramava lágrimas de dor pelas vítimas e por ver o quanto os seus ensinamentos estavam sendo deturpados.
Jesus disse “bem-aventurados os pacificadores”, e com o seu evangelho de paz ensinou que não se devia revidar a violência com mais violência. Ele perdoou a mulher adúltera, recomendando apenas que ela deixasse suas práticas desleais. Quantas vezes ele mostrou que se importava com os que viviam à margem da sociedade! Ele não desprezou prostitutas e ladrões, mas ensinou-lhes que não estavam destinados a viver daquela forma, afinal, todos tem o direito de fazer as suas escolhas.
Jesus não matou Judas por tê-lo traído! Não agrediu as pessoas que o insultaram. Não usou o seu poder para impor-se como divino, mas aceitou de bom grado aqueles que, espontaneamente acreditaram em suas ideias (que eram inovadoras para a realidade do tempo e sociedade em que viviam). Jesus ofereceu graça aos malfeitores que com ele foram crucificados (embora apenas um deles tenha aceitado) e perdoou todos os seus algozes, sabendo que agiam por ignorância aos verdadeiros ensinamentos das leis e profetas.
Se o Senhor perdoou, não deveria assim fazer os seus servos? Em uma das parábolas contadas pelo Mestre, seus discípulos puderam aprender que seria perdoando as pessoas que mostrariam gratidão para com aquele que já os havia perdoado. E que isso era um pré-requisito para que obtivessem a salvação que lhes era disponibilizada, pois ser salvo significa, em suma, aceitar o perdão oferecido por Deus.
Se Deus é amor, de onde vem o ódio que faz com que alguns dos chamados “seus filhos” (o que é ironia visto que João escreveu que quem não ama não pode ser nascido Dele) faça exatamente aquilo que é contrário aos princípios da sua fé, sem perceber a discrepância que há em suas ações? Não seria da falta de conhecimento?
Oséias escreveu, antes mesmo da encarnação do Cristo, que a falta de conhecimento conduzia o povo ao erro. E a veracidade dessa informação pode explicar as barbáries cometidas pelos ditos cristãos. Um dia Jesus disse que os seus discípulos seriam identificados por meio do amor, logo, quem não ama não pode ser chamado de seu servo. Considerando isso, que outra explicação haveria para a existência de um cristão que não ama as pessoas, incondicionalmente, como o seu Senhor, senão a de que falta a ele conhecer verdadeiramente os princípios que regem a sua fé?
O cristianismo (ou falso cristianismo) proporcionou anos sombrios de opressão e massacre a todos aqueles que representavam risco para a única verdade que imperava, na época, que não era mais a da maravilhosa graça divina, disponibilizada no calvário e obtida através da fé. O que importava, no momento, era a expansão do reino terreno e a obtenção de riquezas e glórias a qualquer custo, aproveitando-se da ignorância dos símplices que cegamente acreditavam em tudo o que lhes era ensinado, sem ter sequer acesso a fonte real dos ensinamentos de Jesus.
Quando homens, esclarecidos pela Palavra, percebiam que o evangelho por Cristo pregado se distinguia, de forma gritante, daquele pela Igreja propagado, se viam diante de um dilema: seguir a massa ou se rebelar, sabendo que a última escolha quase sempre resultava em silenciamento, através de mortes dolorosas. Muitos foram corajosos e, finalmente, um dia uma voz rebelde abriu os olhos do mundo, possibilitando que a essência do cristianismo fosse resgatada. Isso foi possível porque as pessoas passaram a ter acesso ao conhecimento a respeito de sua fé.
Muitos anos se passaram desde Lutero até o ano de 2018 e, infelizmente, muitos dos que se dizem cristãos ainda estão envoltos em uma nuvem opressora de religiosidade, deixando de prezar pelo relacionamento com Deus (ora, o propósito da vinda de Jesus não foi restaurar a comunhão da criatura com o seu Criador?) e como consequência, a falta de conhecimento sobre os ensinamentos de Cristo, no século XXI, na maioria dos países, não é resultante do não acesso à Palavra, mas da ausência de interesse de muitos em se apropriar do que nela está escrito. Tornou-se mais fácil decorar versículos de promessas convenientes.
Onde há falta de conhecimento sobre uma verdade, está tende a ser pregada de forma mentirosa. É isso que acontece muitas vezes. A corrupção não está nas organizações, mas em algumas pessoas que fazem parte delas. Com o cristianismo também é assim, por isso tantas heresias são difundidas e a única forma de combate-las é através do verdadeiro conhecimento dos cristãos a respeito dos princípios que regem a sua fé.
Se alguém se diz cristão e não ama as pessoas incondicionalmente, este não conhece a Cristo e não pode ser chamado de seu seguidor, pois aqueles que se utilizam do ódio, desrespeito e violência como ferramenta de imposição de suas ideias talvez devessem ser convidados a conhecer o Jesus que dizem amar para que assim pudessem pregá-lo de forma apropriada.
A guerra nunca trouxe paz a ninguém (pelo menos não de verdade, pois o preço pago é sempre muito alto), já o amor cura, perdoa e resgata, e é também o elemento identificador dos verdadeiros discípulos do Senhor. Se os cristãos que despejam desrespeito pelas escolhas alheias passassem a conhecer sobre o evangelho que dizem seguir e mudassem a sua forma de abordagem, talvez o mundo se abrisse mais para conhecer Jesus e todos viveriam melhor, afinal, o conhecimento reduz a probabilidade de erros!

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

OS SONHOS E A VIDA: a síntese de uma reflexão sobre possibilidades

Princesa, fada, professora, dançarina, cowgirl, policial... bem, a lista de possibilidades é grande, pode acreditar. No entanto existe pelo menos uma coisa comum a elas: todas já foram o sonho de meninas que não faziam ideia alguma de como seria o futuro e nem imaginavam o quão complexa seria a vida adulta. Eu queria ser professora, escritora, cantora, engenheira, médica veterinária, estilista, arquiteta, cientista, pastora, missionária e um monte de outras coisas, mas com o passar do tempo a lista foi diminuindo à medida que eu descobria que não vivemos tempo suficiente para fazer tudo e que o dinheiro realmente é importante para quem é "gente grande". Parece bobo, mas, na verdade, foi doloroso ter que, ao longo dos anos, abrir mão de coisas que por muito tempo foram agentes provocadores de sorrisos só de eu me imaginar sendo uma delas. Eu tive que me acostumar à ideia de não ter um jaleco com "Drª. Weide" bordado nele, e de que, possivelmente, eu não descobriria a cura para a Raiva, e que provavelmente não teria peças minhas expostas em alguma Fashion Week pelo mundo à fora. O bom é que a vida te dá um empurrãozinho e não deixa todo o serviço sujo de escolher o que jogar no lixo ou engavetar em suas mãos. Muitas escolhas eu fiz espontaneamente, mas outras, as circunstâncias me obrigaram a escolher. Mas tudo bem, acho que é isso o que chamam de "amadurecer": saber lidar com a realidade sem minimizar a importância dos sonhos e sem deixar de sonhar. Afinal, se por um lado estão os sonhos abandonados, no outro estão os que, de fato, se transformaram em realidade, os que ainda se tornarão, e aqueles que nem mesmo haviam sido pensados, porque a vida não é uma bruxa que simplesmente te tira coisas, ela também presenteia, e muitas vezes esses presentes são melhores do que qualquer coisa que poderíamos ter idealizado. Prefiro pensar nela, não como uma vilã, mas como um filtro pelo qual todos passamos e que durante o processo muitas coisas acabam ficando para trás. Mas se não fosse assim, jamais nos tornaríamos melhores. Sonhar é fundamental, não apenas para a gurizada, mas também para os adultos. São os sonhos que impulsionam as ações que constroem a realidade. Não digam a uma criança que os seus projetos são impossíveis de alcançar (afinal, a definição de impossível pode ser bastante subjetiva). Deixe que ela passe pelo processo de seleção de sonhos, naturalmente, assim, entenderá que não importa o ritmo que a vida toca, porque todos nós somos capazes de aprender a dança-lo com a nossa própria coreografia, e que no fim, mesmo sem realizar algumas coisas podemos superar limitações e voar mais alto do que imaginávamos. Podemos ser maiores que os nossos sonhos! Quer saber? a vida é linda quando aprendemos a olhar do ângulo certo, e é por isso que a chamamos de PRESENTE DE DEUS!

sábado, 11 de agosto de 2018

MINHA DEFINIÇÃO DE "CURTIR A VIDA"

Está bem. Podem me chamar de careta, mas a verdade é que eu não compreendo essa definição de "curtir" que se tenta vender por aí. Sabe? pessoas que precisam se embriagar e acordar cada dia em braços diferentes para dizer que estão aproveitando a vida. Para mim, aproveitá-la tem mais a ver com vivê-la com significado e responsabilidade, estabelecendo boas conexões, cultivando relacionamentos... Não importa se o programa é um cineminha, um sorvete ou uma conversa casual, desde que estejamos dispostos a conhecer o outro e nos permitamos também ser conhecidos. Viver de verdade é valorizar não somente as experiências de vitórias, mas também de sofrimentos para que conheçamos o que é superação. É compartilhar sonhos, socializar ideias. É confiar no outro, a despeito dos riscos de sermos decepcionados. É nos darmos o direito de amar e sermos amados e continuar fazendo isso mesmo quando a traição nos visitar. É não termos que provar para ninguém o nosso status de felicidade por entendermos que somos os únicos que precisam ter certeza disso. Curtir a vida é compreender que a felicidade no final nada mais é que utopia e que, no fim, ou você fez dela a sua companhia, pelo caminho, ou então você perdeu a oportunidade de conhecê-la.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

CONFUSÃO

Às vezes, tudo parece tão confuso. E quando digo tudo, me refiro à vida. Sabe? crescer, viver... essas coisas. Parece que faz pouco tempo que eu era só uma menina decidida a não ser uma adulta chata e complicada como as que eu via em The O. C. Nos olhos de uma criança, viver parecia simples e feliz.
Ter fé nos sonhos, nas oportunidades e nas pessoas tem sido cada vez mais uma tarefa dificíl. E ter fé em Deus, como sempre, tem sido a salvação, porque acreditar que isso é tudo o que essa experiência chamada vida tem a oferecer é simplesmente aterrorizante. O que quero dizer é... sabe? tem que ter mais. Mais amor, mais esperança, mais bondade, mais verdade. Talvez eu só tenha que procurar no lugar certo, ou talvez eu só deva parar de procurar e me deixar ser encontrada. Quem sabe eu deva parar de contar o tempo enquanto espero. Bom, se o tempo quiser passar, que faça isso (falo como se pudesse detê-lo). Nada mais faz muito sentido... até mesmo os meus erros, que revelam a minha fraqueza e que muitas vezes me fazem querer parar, em outros momentos me fazem querer continuar como se tentar ser melhor fosse um desafio que valesse a pena (e é). As limitações que me impedem de avançar com mais agilidade, são as mesmas que possibilitam que eu me abra para a verdade. Não uma verdade nova, mas para a mesma verdade que eu já conhecia, só que nunca me havia sido totalmente revelada. Como já disseram, possivelmente Paulo (sim, o da Bíblia), agora vemos em parte, mas um dia o faremos plenamente. Talvez toda essa confusão seja apenas parte do processo de compreensão do tudo que um dia há de se revelar. De qualquer modo, tudo está confuso. Mas  tudo bem, ninguém disse que não seria.

terça-feira, 22 de maio de 2018

SORRISO

Então disseram dela: "é uma louca! Que mais seria? Como pode alguém andar assim, sorridente, esbanjando gentileza a tanta gente, mostrando a todos o quanto é contente? Acaso não existem problemas ou algo que a faça chorar?" Mas mal sabiam eles que isso era porque ela fazia de suas lágrimas seus segredos, uma forma de encarar seus medos, uma substância capaz de sua alma lavar. Não eram elas sinal de fraqueza, mas um instrumento na obtenção de leveza, pois sempre, logo após caírem, a doce moça novamente tinha sorrisos a ofertar.

(Texto do dia 25 de abril).

EQUILÍBRIO



Então ela percebeu que a cada volta dada, viagem realizada, e caminho percorrido deixava para trás um pouco de si, mas curiosamente não se tornava menor, pois também carregava um pouquinho dos outros consigo, e assim ela prosseguia, nem menor, nem maior, simplesmente em equilíbrio.


(Texto do dia 19).

SOMOS ÁRVORES?

Como folhas conduzidas pelo vento, o tempo leva consigo muitas coisas. Diante dessa realidade, é bom saber que as árvores permanecem alicerçadas em suas raízes, sábias e exuberantes para contar histórias.

(Texto do dia 19)

domingo, 29 de abril de 2018

DESESPERO E ESPERANÇA

Olá forasteiro. Como vai? Chamo-me Aprendiz, natural das terras da Insensatez, desde cedo decidi aventurar-me nessas estradas rumo à cidade da Sabedoria. Entre as muitas coisas que eu já vi, recordo-me de ter encontrado, certa vez, um belo jardim. Ah, como era lindo aquele solo coberto das flores singelas e delicadas de Esperança! O seu perfume exalava e contagiava a todos em volta. Nele, o futuro podia ser visto perfumado, colorido e sorridente. Pessoas de todas as partes procuravam comprar algumas de suas flores, mas estas não podiam ser vendidas. Eram bondosamente ofertadas para aqueles que possuíam um terreno fértil dentro de si.
Os canteiros continuavam floridos por toda a primavera e no verão pareciam ainda mais viçosos, mas era só questão de tempo até o outono vir e arrancar as frágeis folhinhas, espalhando-as por todo o terreno. E como se não bastasse, lá vinha o inverno, soprando gelado e espalhando por todos os lados uma densa cinza chamada Desespero. O futuro, naquele momento, tornava-se preto e branco, triste e sem cheiro, e o gelo queimava as pobres plantas que ainda restavam.
O que mais me impressionou, no entanto, não foi a destruição da Esperança, pois na verdade isso apenas causava dor. O surpreendente foi perceber que as folhas que caíam no inverno fortaleciam ainda mais o solo, e a cinza que ajudava a destruir transformava-se em adubo, dando força para que a Esperança novamente brotasse. Então, outra vez vinha a primavera e tudo ficava novamente florido.
E foi assim que na jornada rumo à sabedoria aprendi uma bela lição, a saber, que o desespero que destrói a esperança é o mesmo que fortalece o solo para que ela torne novamente a brotar. Dessa forma, já não mais os vejo como inimigos irreconciliáveis, mas como membros de uma mesma equipe, colaborando entre si, afinal, nem um dos dois existe na ausência do outro. Ora, não é o desespero o fim da esperança e esta última o algoz de seu destruídor?

quinta-feira, 19 de abril de 2018

EXPECTATIVAS PARA 2009, O ANO MÁGICO

Recordo-me de que quando eu tinha oito anos de idade tomei uma vacina antitetânica e ouvi alguém dizer que eu só tomaria outra dose em 2009. Aquelas palavras tiveram um reflexo tão surpreendente em mim que voltei para casa pensando em como seria esse ano. Assim, tentei imaginar-me adulta. Como eu seria? e a minha vida? O que eu estaria fazendo? Meu corpo, meus traços, minha aparência... tudo parecia tão inimaginável. Não consegui enxergar-me com dezoito anos. A partir de então, 2009 tornou-se mágico para mim.
Quando enfim chegou o tão esperado ano já não parecia mais tão mágico como um dia fora, então comecei a pensar em como seria a minha vida aos vinte e cinco anos. Teria concluído um curso superior, conquistado um bom emprego e possivelmente estaria prestes a me casar. Era um mundo tão novo para mim que novamente tive dificuldades em imaginar como ele seria. Mesmo assim, eu tinha certeza de uma coisa: seria mágico.
Finalmente chegou os vinte e cinco... vinte seis... e agora são quase vinte e sete. Praticamente nada do que foi planejado aconteceu, e eu continuo imaginando como será a minha vida no futuro. Mas, uma vez que quem vive no futuro, ou no passado, perde o presente, busco sempre fazer o exercício de questionar-me se nessa tão árdua espera não estou eu a me perder.
Esperar é, muitas vezes, doloroso, mas saber esperar é um dom que, infelizmente, muntos não têm.

quarta-feira, 28 de março de 2018

A MALDIÇÃO DO SONHADOR

Tem horas que dá uma vontade louca de desistir. Mas na verdade, na maioria das vezes isso é só uma prova do quão grande é o nosso anseio de conseguir. O problema é que estamos tão cansados de lutar e não ver as coisas acontecerem que somos tentados a tomar o caminho mais fácil.
Já reparou que a vida é mais tranquila e feliz para aqueles que pouco ousam sonhar, ou que quando o fazem é em quantidade devidamente calculada? Então... o problema dos sonhadores é exatamente a falta de noção na dosagem. Ora, se é para sonhar, que seja de forma grandiosa. Que graça tem o sonho se ele não for livre, com extremidades flexíveis e expansivas? Outro problema nosso é que parece que nunca aprendemos. Sonhamos alto, e quando caímos e quebramos a cara é só questão de tempo para tratar dos ferimentos (ou apenas colocar um curativo) e lá estamos nós, outra vez, passeando pelo território do "quem sabe?".
A vida de sonhador não é fácil, o que ora parece bênção, às vezes imita maldição... Por que nunca desistimos quando bate a louca vontade de jogar tudo pelo ar e viver uma vida normalzinha? Talvez porque isso tudo seja maior que nós mesmos e quem sabe se essa não é a arma que Deus nos deu para lutar em prol de transformar a realidade, com a esperança de que sejam os nossos esforços que mudam o mundo.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

RESILIÊNCIA





Resiliência. Pensa na palavrinha que está em alta nas redes sociais! Já estou enfadada com a enorme quantidade de postagens a destacando (e veja só, cá estou eu, rss). Não, eu não tenho nada contra ela. O problema é a minha mania de quase sempre analisar as coisas. E isso me faz questionar: "Será que já buscaram o significado disso?"
Muitos estão associando a palavrinha da vez, unicamente à "superação" e "adaptação". É uma moça que conseguiu sorrir outra vez depois de inúmeras noites de choro pelo namorado que a abandonou. É o homem que voltou a andar depois que um bêbado o atropelou. É um atleta que retornou às suas atividades mesmo depois de lidar com determinada deficiência. E a lista só cresce.
Mas e daí, Weide? Está errado empregar "Resiliência" nesses contextos? Claro que não! Só que vejam bem. Esse termo, no sentido literal, devido a sua etimologia, inclui "elasticidade" ou a capacidade de "voltar ao normal". Tem tanta gente superando relacionamentos frustrados, mas se tornando frias e amargas por causa deles. Existem pessoas, que mesmo após adaptarem-se a determinadas situações, nutrem o desejo de vingança em um coração que antes só tinha olhos para o amor. E a quantidade de indivíduos que superaram obstáculos, mas passaram a ver a vida como um inimigo que se deve combater sem tréguas é gigantesca.
Resiliente foi José, que mesmo depois de enfrentar a traição, a calúnia, a cadeia imerecida e de ser esquecido por quem por ele havia sido ajudado, manteve-se com um coração íntegro, limpo e perdoador. A verdadeira resiliência, para mim, é a capacidade que uma pessoa tem de dar um "reset" no coração quando percebe que o sistema foi comprometido.