Depois da Festa dos Tabernáculos, Jesus foi ao Monte das Oliveiras, mas voltou para o templo na manhã do dia seguinte, onde ensinava aqueles que vinham ter com Ele. Foi quando os escribas e fariseus, tentando coloca-lo numa situação constrangedora para ter do que acusa-lo, trouxeram uma mulher que fora pega em adultério, visto que a Lei Mosaica mandava que a apedrejassem. Todavia, já que para esse pecado a mulher precisou de um cúmplice e coparticipante do ato, onde estava ele? O fato é que queriam ansiosamente saber qual seria a resposta de Jesus. Se Ele se mostraria sem compaixão ou se Ele contrariaria a Lei de Deus.
Sabiamente Jesus sugeriu que um “sem pecados” começasse a apedreja-la. Constrangidos, todos se foram, exceto a mulher, a quem Jesus também não condenou, mas concedeu perdão dizendo: “não peques mais”.
O Filho único de Deus veio ao mundo para salva-lo e não condena-lo (João 3.17). A Vontade de Deus é que abandonemos a vida de pecados com o intuito de vivermos em santidade (separação) para a glória do Nome Dele.
Uma vez que tenhamos tido um verdadeiro encontro com Cristo, somos convocados a não mais vivermos no lodo no qual estávamos presos. Porque no momento temos um Advogado junto a Deus, mas, um pouco mais de tempo, e Ele será o Juiz.
Quando Jesus novamente falou com os judeus, disse-lhes sobre a sua missão de ser Luz e guiar a humanidade com a finalidade de que ela fosse liberta e de que viva eternamente, ou seja, não experimente a segunda morte. E que esse era um testemunho verdadeiro, porque não só Ele dizia essas coisas de Si, mas Deus também assim testificava. Falou ainda que aqueles que Nele não cressem, morreriam em seus pecados, visto que apenas Ele poderia liberta-los.
Tais palavras suscitaram em alguns dos judeus uma certa crença que, ao que tudo indica, desapareceu quando Jesus questionou a liberdade deles. Pois mesmo sob o domínio romano, eles consideravam livres, espiritualmente, por descenderem de Abraão. Mas Jesus contestou isso afirmando que o pecado era uma prisão e que não bastava serem “semente” de Abraão se não se comportassem como ele, que jamais procuraria a morte de um inocente.
Os judeus ficaram tão revoltados que tentaram provoca-lo sugerindo que Ele fosse fruto de um adultério de Maria, enquanto que o pai deles era conhecido e era Deus. Dessa vez Jesus questionou o fato de se dizerem filhos de Deus, já que não o amaram e receberam, sendo Ele enviado pelo Pai. Por isso, não conheciam a Deus, pois a única forma de conhece-lo seria através do Filho. Jesus ainda falou que a paternidade deles pertencia a Satanás, o pai da mentira, visto que suas obras se assemelhavam as dele.
Os judeus mentiam por dizerem serem filhos de Abraão e de Deus, quando suas obras confirmavam o contrário. Jesus, por sua vez, dizia a verdade, sendo Ele a Verdade que liberta.
Querendo ofende-lo, disseram os judeus, que Ele era um samaritano endemoniado, mas Jesus também amava aos samaritanos – pois veio estender a todos o direito de serem feitos filhos de Deus – e tinha plena convicção de que suas obras glorificavam a Deus e não O desonravam.
O clima estava tenso, e o ânimo dos judeus ficaram ainda mais alterado quando Jesus referiu a Si próprio como o “Eu Sou” que sempre existiu. Para não ser apedrejado, Ele teve de retirar-se apressadamente. Ainda não havia chegado “o seu tempo”.
Por Weide Cassimiro Jerônimo.
Por Weide Cassimiro Jerônimo.
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