terça-feira, 6 de janeiro de 2015

João 6

A primeira parte do capítulo 6 de João fala do milagre da multiplicação dos cinco pães e dois peixinhos. Jesus sabia o que haveria de acontecer nos próximos instantes, mas quis testar os seus discípulos, e tendo em vista a grande multidão e a necessidade de alimentá-la, perguntou onde haveria de ser comprado mantimento para todos aqueles.
Muita comida seria necessária, e consequentemente também muito dinheiro. Então André apresentou a seguinte situação: havia um jovem com cinco pães e dois peixinhos, mas ele mesmo disse: “o que é isso perante a grande demanda?”. Era o que Jesus precisava naquele momento, um “pouco” para que o seu poder fosse mais uma vez manifesto – Quando Jesus quer agir em nossa vida, manifestar o seu poder em nós, Ele usa o nosso “pouco” para torna-lo muito, a fim de que a Glória seja Dele e não nossa – e com o pouco daquele jovem, muito mais de cinco mil pessoas foram alimentadas e ainda sobrou comida.
Quando o povo viu tamanho milagre, lembrou-se do que Moisés havia falado com relação ao profeta que haveria de vir (o Messias) e quiseram fazer de Jesus rei, porque não compreendiam que o Reino perpétuo que haveria de ser estabelecido, não era tomar, naquele momento, o governo que estava sob domínio romano, e Jesus conhecendo a falta de ciência deles com relação ao Reino, retirou-se, sozinho, a fim de evitar uma ação equivocada por parte das pessoas. Ele foi para o monte, possivelmente para falar a sós com seu Pai.
Pela tarde, seus discípulos voltaram para o mar, saindo de Tiberíades para Cafarnaum. Já era noite – e Jesus ainda não havia aparecido. O mar começou a revoltar-se, e depois disso avistaram alguém andando sobre as águas. Era Jesus que apresentou-se a eles e foi recebido pelos mesmos de bom grado.
No outro dia, sem encontrar Jesus ou seus discípulos, a multidão seguiu também para Cafarnaum e perguntaram a Jesus como Ele havia ali chegado, porque sabiam que Jesus não havia saído de barco com os seus discípulos no dia anterior. Ele não respondeu a esse questionamento, mas disse-lhes tudo aquilo que precisavam ouvir. E foi uma dura palavra!
Disse que O seguiam não pelos sinais, mas porque haviam sido saciados, ou seja, não estavam interessados em saber quem era Jesus e sim naquilo que Ele poderia lhes proporcionar.
Quantas vezes vemos pessoas mais interessadas nas bênçãos de Deus que em ter um relacionamento pessoal com Ele? Muitas! Infelizmente as pessoas se preocupam mais em serem prósperas.
Jesus queria proporcionar a eles mais que alimento físico, queria lhes oferecer alimento espiritual. Queria proporcionar-lhes riquezas eternas, mas eles queriam bens materiais.
Jesus lhes disse, mediante ao pedido de um sinal, que o pão que Moisés havia dado aos homens no passado, na verdade quem o dera foi seu Pai, e ainda assim todos pereceram. Mas agora, Ele era o Pão enviado por Deus para assegurar vida eterna. Porém as pessoas desacreditaram Dele, afinal conheciam seu pais, José e Maria (eles estavam de coração e entendimento fechados para receber a verdade de Deus).
O Mestre também falou sobre a necessidade do “participar” do Corpo e do Sangue de Cristo, para que se tenha comunhão com Ele, o que deixou o povo ainda mais intrigado. Ele também enfatizou que a Vontade de Deus era que nenhum daqueles que fora lhe dado se perdesse e que ninguém poderia vir a Ele se não fosse concedido por Deus. Tudo estava sob seu controle e vontade.
Ao ouvir tais verdades, muitos de seus discípulos escandalizaram-se, e Jesus sabendo disso falou: “imagine se vocês vissem o Filho do Homem retornar para o seu lugar de origem!”, disse mais, que o Espírito vivifica e que a carne é sem proveito, referindo-se à necessidade de as pessoas (os discípulos, em particular) crerem. Porque já sabia quais eram crentes e quem deles eram descrentes, inclusive quem o iria trair (a quem chamou de “um diabo”).
Muitos de seus discípulos o abandonaram depois desse episódio e isso lhe fez perguntar aos doze: “Quereis vós também retirar-vos?”. Pedro respondeu: “... para quem iremos nós? Tu tens as palavras de eterna, e nós temos crido que Tu és o Cristo, o Filho de Deus”. Com essa afirmação, Pedro e aqueles que concordaram com a sua fala, demonstraram ter compreendido e realmente crido em tudo aquilo que seu Mestre havia dito, sobre Ele ser o Pão do Céu que produzia vida eterna aqueles que dele comessem e também sobre o que havia falado no versículo 63, com relação às suas palavras produzirem vida perpétua. Mas Jesus sabia que dentre os doze, Judas não era sincero como os demais.
Por que seguimos a Jesus? Por suas bênçãos sobre nossas vidas, ou porque suas palavras em nós vida eterna?
“Onde estiver o teu tesouro, lá estará teu coração”. Mateus 6.21


Por Weide Cassimiro Jerônimo.

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