A primeira parte do
capítulo 6 de João fala do milagre da multiplicação dos cinco pães e dois
peixinhos. Jesus sabia o que haveria de acontecer nos próximos instantes, mas
quis testar os seus discípulos, e tendo em vista a grande multidão e a
necessidade de alimentá-la, perguntou onde haveria de ser comprado mantimento
para todos aqueles.
Muita comida seria
necessária, e consequentemente também muito dinheiro. Então André apresentou a
seguinte situação: havia um jovem com cinco pães e dois peixinhos, mas ele
mesmo disse: “o que é isso perante a grande demanda?”. Era o que Jesus
precisava naquele momento, um “pouco” para que o seu poder fosse mais uma vez
manifesto – Quando Jesus quer agir em nossa vida, manifestar o seu poder em
nós, Ele usa o nosso “pouco” para torna-lo muito, a fim de que a Glória seja
Dele e não nossa – e com o pouco daquele jovem, muito mais de cinco mil pessoas
foram alimentadas e ainda sobrou comida.
Quando o povo viu
tamanho milagre, lembrou-se do que Moisés havia falado com relação ao profeta
que haveria de vir (o Messias) e quiseram fazer de Jesus rei, porque não
compreendiam que o Reino perpétuo que haveria de ser estabelecido, não era
tomar, naquele momento, o governo que estava sob domínio romano, e Jesus
conhecendo a falta de ciência deles com relação ao Reino, retirou-se, sozinho,
a fim de evitar uma ação equivocada por parte das pessoas. Ele foi para o
monte, possivelmente para falar a sós com seu Pai.
Pela tarde, seus
discípulos voltaram para o mar, saindo de Tiberíades para Cafarnaum. Já era
noite – e Jesus ainda não havia aparecido. O mar começou a revoltar-se, e
depois disso avistaram alguém andando sobre as águas. Era Jesus que
apresentou-se a eles e foi recebido pelos mesmos de bom grado.
No outro dia, sem
encontrar Jesus ou seus discípulos, a multidão seguiu também para Cafarnaum e
perguntaram a Jesus como Ele havia ali chegado, porque sabiam que Jesus não
havia saído de barco com os seus discípulos no dia anterior. Ele não respondeu
a esse questionamento, mas disse-lhes tudo aquilo que precisavam ouvir. E foi
uma dura palavra!
Disse que O seguiam não
pelos sinais, mas porque haviam sido saciados, ou seja, não estavam
interessados em saber quem era Jesus e sim naquilo que Ele poderia lhes
proporcionar.
Quantas vezes vemos pessoas
mais interessadas nas bênçãos de Deus que em ter um relacionamento pessoal com
Ele? Muitas! Infelizmente as pessoas se preocupam mais em serem prósperas.
Jesus queria
proporcionar a eles mais que alimento físico, queria lhes oferecer alimento
espiritual. Queria proporcionar-lhes riquezas eternas, mas eles queriam bens
materiais.
Jesus lhes disse,
mediante ao pedido de um sinal, que o pão que Moisés havia dado aos homens no
passado, na verdade quem o dera foi seu Pai, e ainda assim todos pereceram. Mas
agora, Ele era o Pão enviado por Deus para assegurar vida eterna. Porém as
pessoas desacreditaram Dele, afinal conheciam seu pais, José e Maria (eles
estavam de coração e entendimento fechados para receber a verdade de Deus).
O Mestre também falou
sobre a necessidade do “participar” do Corpo e do Sangue de Cristo, para que se
tenha comunhão com Ele, o que deixou o povo ainda mais intrigado. Ele também
enfatizou que a Vontade de Deus era que nenhum daqueles que fora lhe dado se
perdesse e que ninguém poderia vir a Ele se não fosse concedido por Deus. Tudo
estava sob seu controle e vontade.
Ao ouvir tais verdades,
muitos de seus discípulos escandalizaram-se, e Jesus sabendo disso falou:
“imagine se vocês vissem o Filho do Homem retornar para o seu lugar de origem!”,
disse mais, que o Espírito vivifica e que a carne é sem proveito, referindo-se
à necessidade de as pessoas (os discípulos, em particular) crerem. Porque já
sabia quais eram crentes e quem deles eram descrentes, inclusive quem o iria
trair (a quem chamou de “um diabo”).
Muitos de seus
discípulos o abandonaram depois desse episódio e isso lhe fez perguntar aos
doze: “Quereis vós também retirar-vos?”. Pedro respondeu: “... para quem iremos
nós? Tu tens as palavras de eterna, e nós temos crido que Tu és o Cristo, o
Filho de Deus”. Com essa afirmação, Pedro e aqueles que concordaram com a sua
fala, demonstraram ter compreendido e realmente crido em tudo aquilo que seu
Mestre havia dito, sobre Ele ser o Pão do Céu que produzia vida eterna aqueles
que dele comessem e também sobre o que havia falado no versículo 63, com
relação às suas palavras produzirem vida perpétua. Mas Jesus sabia que dentre
os doze, Judas não era sincero como os demais.
Por que seguimos a
Jesus? Por suas bênçãos sobre nossas vidas, ou porque suas palavras em nós vida
eterna?
“Onde estiver o teu
tesouro, lá estará teu coração”. Mateus 6.21
Por Weide
Cassimiro Jerônimo.
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