quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

João 7

Em João 7, Jesus estava evitando andar pela Judeia, visto que procuravam a sua morte, por isso mantinha-se na Galileia.
Aproximava-se a Festa dos Tabernáculos (ou da Colheita). Seus irmãos, que não criam Nele, o “provocaram” (de acordo com o que é possível inferir) com as seguintes palavras: “Manifesta-te ao mundo”.
Talvez sejam duras as seguintes palavras, e isso se dê pelo fato de o conhecimento com relação a esses acontecimentos ser limitado ao que está registrado. Enfim, as palavras proferidas pelos irmãos de Jesus podem ser comparadas com as zombarias contra o Mestre nos momentos que sucederam a sua prisão. Quando, por exemplo, disseram: “Salva-te a ti mesmo”, “Desça da cruz”, “se és o Filho de Deus”.
A pergunta é: como os próprios irmãos de Jesus puderam duvidar da sua natureza divina? Como puderam não crer, conhecendo o Seu testemunho?
Quantas vezes também não duvidamos do cumprimento das promessas de Deus feitas a nós, mesmo depois de Ele se mostrar sempre fiel e zeloso com a sua palavra.
O que responderíamos? Qual seria a nossa reação perante a “provocação” dos irmãos de Jesus se estivéssemos em seu lugar? Será que brigaríamos com eles? Ou usaríamos “nosso poder” para fazê-los calar?
A resposta de Jesus àquele estímulo foi ignorar a provocação que havia no questionamento e responder de maneira apropriada: “não é chegado o meu tempo”.
Partindo os irmãos de Jesus para a Judeia, partiu também Ele, porém, secretamente. Os judeus O procuravam, mas só o encontraram quando Ele quis manifestar-se, ensinando. Foi um belo discurso, a ponto de a multidão ficar dividida. Pois alguns desacreditaram, outros tiveram dúvidas e outros creram. Nem mesmo conseguiram prendê-lo, porque a quem fora designada tal missão não houve coragem e determinação suficiente, que resistiram às suas palavras.
Após Jesus discursar, era possível notar vários tipos de semeaduras: sementes que foram arrebatadas pelos pássaros; sementes que foram semeadas entre espinhos; e sementes que caíram em terreno fértil.
Quando Jesus nos fala, a quem nos assemelhamos? Aos que creram, aos descrentes, ou aos duvidosos?
Por fim, houve dissensão até entre os principais, pois Nicodemos achava justo ouvir aquilo que Jesus tinha para falar, outros discordaram e diziam que o fato de o Mestre ser da Galileia O desqualificava como candidato a profeta.
Hoje em dia, ainda existe esse tipo de preconceito entre as pessoas? Placas denominacionais, genealogia e status social são requisitos considerados por Deus para escolher seus atalaias? De forma alguma! Deus procura adoradores em espírito e em verdade. Deus busca pessoas dispostas e comprometidas com seu chamado e a Sua Obra.
Por Weide Cassimiro Jeronimo.

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