terça-feira, 6 de janeiro de 2015

João 5

O capítulo 5 de João se inicia com o relato da cura de um paralítico que estava enfermo há 38 anos. Não eram dias ou meses. Eram anos! Ainda assim, com todas as suas dificuldades, ele esperava seu milagre. Não havia quem o ajudasse e ele não tinha agilidade suficiente para ser o primeiro a descer às águas do Tanque de Betesda quando as mesmas, pelo anjo, eram agitadas. Ainda assim ele tinha esperança, do contrário, não estaria mais ali naquele momento.
Quando um problema nos aflige por dias, no mais tardar, meses, muitas das vezes nos achamos no direito de não ter mais esperança e murmurar, por mais que isso seja contrário aos princípios de uma vida cristã pautada na confiança em Deus.
E se fossemos nós no lugar daquele homem? Talvez não estivéssemos mais lá quando Jesus apareceu. Possivelmente estaríamos presos em nosso quarto sendo consumidos pela nossa auto piedade. Talvez alguns estivessem num bar, pensando estar adiando o sofrimento quando na realidade só estaria o prolongando.
Mas Jesus apareceu na vida do paralítico perguntando se ele queria a sua cura (Jesus sempre aparece para nos propor mudanças). A ordem foi simples e objetiva: "Levanta-te, toma tua cama e anda". O homem obedeceu.
Jesus constantemente nos propõe um quadro diferente do que estamos vivenciando, mas nós, acomodados, temos medo ou preguiça de levantar e seguir em frente. Jesus quer ajudar a todos, mas a resolução do nosso problema também depende de nós. Se o paralítico, com medo, não houvesse se levantado (ignorando a ação do tempo) provavelmente ainda estaria lá.
Houve censura porque era sábado e não era possível, segundo a Lei Oral, carregar a cama nesse dia. Quando souberam que a ordem de tal ato havia partido de Jesus, quiseram mata-lo. E essa vontade intensificou-se quando Jesus declarou-se Filho de Deus e igual ao Pai, afirmando que o próprio João Batista havia testificado Dele, não que para Ele fosse necessária a aprovação (ou testemunho) do homem para confirmar a sua condição de Filho de Deus, mas isso era preciso para que o homem cresse. Ele disse que seus feitos também testificavam de si, e que o próprio Pai e também as Escritura assim o Fizeram. E que as pessoas não criam nem em Moisés, do contrário, creriam Nele, visto que no pentateuco falava ao seu respeito.
A incredulidade é um veneno que nos impede de confiarmos nas palavras que Jesus profere ao nosso respeito, mas a fé nos permite agradar a Deus.


Por Weide Cassimiro Jerônimo.

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