quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Ansiedade indesejada

Às vezes tudo o que eu queria era me desligar um pouquinho, recarregar a bateria e então lutar com garra, com tanta força e determinação até conseguir alcançar minhas metas.
Mas a vida não é como um curso matutinho que se aproveita todos os turnos para concluir mais rápido. Tem mais a ver com a qualidade do tempo que se tem. Não se pode pular etapas e nem passar apressadamente por elas. Tudo o que pode ser feito é viver.
Como é possível dormir quando a cabeça está cheia de pensamentos loucos para emergir do oculto da alma?

Antibióticos

Queria com palavras expressar o que sinto, mas às vezes o melhor a se fazer é não ser medicado, deixar que o organismo por si só crie anticorpos resistentes aos intrusos que aparecem, ainda que sem a intenção de fazer mal.
Bem, se é intruso tem de ser combatido! por mais que isso me doa reconhecer..
O fato é que tem momentos em que a dor é inevitável, mas necessária para que se estabeleça uma nova etapa muito mais sadia. Livre das nocividades sutis.

Propósito

Deus criou o homem para ser seu adorador voluntário. Por isso lhe deu a liberdade de escolher viver segundo o propósito Dele para a sua vida, ou não.
Assim, Adão e Eva pecaram e com isso perdemos a comunhão com o Criador.
Deus com todo o seu amor quis dar-nos oportunidades de voltarmos à nossa condição original de adoradores. Dessa forma Jesus fez-se carne, habitou entre nós sem se corromper. Morreu numa cruz em nosso lugar. Ressuscitou em carne, voltou aos Céus e nos deixou a promessa de vir-nos buscar.
Se hoje podemos ser chamados filhos de Deus é porque Jesus cumpriu a Sua missão.
Também temos uma missão e precisamos cumpri-la: servir a Deus e a nossos irmãos e apregoar novas de Salvação, mas antes, precisamos ter reestabelecida a nossa comunhão com Deus. Através de Jesus, O Cristo.
E aí? Vamos cumprir nossa missão?
Não é fácil, mas possível!

A dor

Por que insistimos em conviver com a dor? Parece que nos acostumamos com ela. Acho que é porque normalmente ela é alimentada por certas expectativas, que por sua vez são alimentadas por tolas esperanças, o que dificulta que cortemos os vínculos e a deixemos.
Mas a dor cansa, e um dia percebemos que vivemos melhor sem a sua presença. Então ela torna-se lembrança e nada mais.

Equilíbrio

Nossa! sempre acabamos surpreendidos com a nossa capacidade de nos enganarmos não é verdade?
Quantas não foram as vezes que pensamos ser, mas não era?
O tempo passa e mais percebemos que só enxergamos aquilo que queremos, independente de estar ou não ao alcance de nossos olhos.
É vivendo e aprendendo... que no coração não se pode confiar, foi por isso que Deus também nos deu a razão, para que houvesse um equilíbrio.
Pois quando só ouvimos o coração, nos tornamos tolos.
Quando só ouvimos a razão, nos tornamos secos, amargos.
Porém, quando ouvimos os dois, e encontramos o que lhes é comum, então é um sinal de que estamos agindo com pelo menos um pouco da sabedoria que Deus quer nos proporcionar.

domingo, 18 de janeiro de 2015

E se...

E se um dia acordássemos e percebêssemos que tudo aquilo pelo que lutamos, por quase toda a vida, não tenha valido a pena?
Que enquanto gastávamos todos os nossos esforços em busca de bem estar, conforto, dinheiro... os nossos sonhos, aqueles que alimentávamos desde a infância haviam ficado para trás?

E se ao tentar recordar dos momentos singelos da vida, aqueles que são bobos para os alheios, mas que para nós são carregados de significados, notássemos que eles nunca haviam acontecido?
Se nos descobríssemos cercados por estranhos porque não soubemos dar valor aqueles que realmente nos eram importantes?

E se nos víssemos assentados numa poltrona muito bem estofada e aconchegante, numa sala coberta de requinte, mas nos encontrássemos sozinhos?
E se percebêssemos que seria tarde de mais para rever nossos conceitos e refazermos nossos passos?

Seria o fim... triste... infeliz... doloroso...

Mas e se revessemos nossos conceitos, princípios e prioridades agora?

Certamente daria tempo de replanejar nossas ações e escrever uma história mais recheada de importância.
Mas nós não queremos isso não é?
É muito mais fácil lamentar no futuro que reconhecer nossa vulnerabilidade ao erro.

Vamos levantar e fazer do nosso domingo um dia de escolhas boas?
Vamos ultrapassar os limites que nos impuseram?
Vamos dizer não ao conformismo?
Vamos lutar com mais garra pelos nossos ideais?
Vamos trilhar na "contra-mão do sistema"?
Vamos dizer basta à injustiça fazendo a nossa parte?

Vamos dizer sim a Deus!
Vamos amar mais!
Vamos perdoar mais!
Vamos nos doar mais!
Vamos viver mais!
Vamos ser felizes!

Não esperemos o fim para desejarmos um recomeço com oportunidades de fazer tudo diferente.
Façamos as escolhas certas agora. Porque na vida não se tem borracha que apague as consequências da nossa escrita errônea. As rasuras sempre estarão naquela página dizendo-se ignoradas, mas sempre presentes.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

João 8

Depois da Festa dos Tabernáculos, Jesus foi ao Monte das Oliveiras, mas voltou para o templo na manhã do dia seguinte, onde ensinava aqueles que vinham ter com Ele. Foi quando os escribas e fariseus, tentando coloca-lo numa situação constrangedora para ter do que acusa-lo, trouxeram uma mulher que fora pega em adultério, visto que a Lei Mosaica mandava que a apedrejassem. Todavia, já que para esse pecado a mulher precisou de um cúmplice e coparticipante do ato, onde estava ele? O fato é que queriam ansiosamente saber qual seria a resposta de Jesus. Se Ele se mostraria sem compaixão ou se Ele contrariaria a Lei de Deus.
Sabiamente Jesus sugeriu que um “sem pecados” começasse a apedreja-la. Constrangidos, todos se foram, exceto a mulher, a quem Jesus também não condenou, mas concedeu perdão dizendo: “não peques mais”.
O Filho único de Deus veio ao mundo para salva-lo e não condena-lo (João 3.17). A Vontade de Deus é que abandonemos a vida de pecados com o intuito de vivermos em santidade (separação) para a glória do Nome Dele.
Uma vez que tenhamos tido um verdadeiro encontro com Cristo, somos convocados a não mais vivermos no lodo no qual estávamos presos. Porque no momento temos um Advogado junto a Deus, mas, um pouco mais de tempo, e Ele será o Juiz.
Quando Jesus novamente falou com os judeus, disse-lhes sobre a sua missão de ser Luz e guiar a humanidade com a finalidade de que ela fosse liberta e de que viva eternamente, ou seja, não experimente a segunda morte. E que esse era um testemunho verdadeiro, porque não só Ele dizia essas coisas de Si, mas Deus também assim testificava. Falou ainda que aqueles que Nele não cressem, morreriam em seus pecados, visto que apenas Ele poderia liberta-los.
Tais palavras suscitaram em alguns dos judeus uma certa crença que, ao que tudo indica, desapareceu quando Jesus questionou a liberdade deles. Pois mesmo sob o domínio romano, eles consideravam livres, espiritualmente, por descenderem de Abraão. Mas Jesus contestou isso afirmando que o pecado era uma prisão e que não bastava serem “semente” de Abraão se não se comportassem como ele, que jamais procuraria a morte de um inocente.
Os judeus ficaram tão revoltados que tentaram provoca-lo sugerindo que Ele fosse fruto de um adultério de Maria, enquanto que o pai deles era conhecido e era Deus. Dessa vez Jesus questionou o fato de se dizerem filhos de Deus, já que não o amaram e receberam, sendo Ele enviado pelo Pai. Por isso, não conheciam a Deus, pois a única forma de conhece-lo seria através do Filho. Jesus ainda falou que a paternidade deles pertencia a Satanás, o pai da mentira, visto que suas obras se assemelhavam as dele.
Os judeus mentiam por dizerem serem filhos de Abraão e de Deus, quando suas obras confirmavam o contrário. Jesus, por sua vez, dizia a verdade, sendo Ele a Verdade que liberta.
Querendo ofende-lo, disseram os judeus, que Ele era um samaritano endemoniado, mas Jesus também amava aos samaritanos – pois veio estender a todos o direito de serem feitos filhos de Deus – e tinha plena convicção de que suas obras glorificavam a Deus e não O desonravam.
O clima estava tenso, e o ânimo dos judeus ficaram ainda mais alterado quando Jesus referiu a Si próprio como o “Eu Sou” que sempre existiu. Para não ser apedrejado, Ele teve de retirar-se apressadamente. Ainda não havia chegado “o seu tempo”. 
                                                                                                 Por Weide Cassimiro Jerônimo.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

João 7

Em João 7, Jesus estava evitando andar pela Judeia, visto que procuravam a sua morte, por isso mantinha-se na Galileia.
Aproximava-se a Festa dos Tabernáculos (ou da Colheita). Seus irmãos, que não criam Nele, o “provocaram” (de acordo com o que é possível inferir) com as seguintes palavras: “Manifesta-te ao mundo”.
Talvez sejam duras as seguintes palavras, e isso se dê pelo fato de o conhecimento com relação a esses acontecimentos ser limitado ao que está registrado. Enfim, as palavras proferidas pelos irmãos de Jesus podem ser comparadas com as zombarias contra o Mestre nos momentos que sucederam a sua prisão. Quando, por exemplo, disseram: “Salva-te a ti mesmo”, “Desça da cruz”, “se és o Filho de Deus”.
A pergunta é: como os próprios irmãos de Jesus puderam duvidar da sua natureza divina? Como puderam não crer, conhecendo o Seu testemunho?
Quantas vezes também não duvidamos do cumprimento das promessas de Deus feitas a nós, mesmo depois de Ele se mostrar sempre fiel e zeloso com a sua palavra.
O que responderíamos? Qual seria a nossa reação perante a “provocação” dos irmãos de Jesus se estivéssemos em seu lugar? Será que brigaríamos com eles? Ou usaríamos “nosso poder” para fazê-los calar?
A resposta de Jesus àquele estímulo foi ignorar a provocação que havia no questionamento e responder de maneira apropriada: “não é chegado o meu tempo”.
Partindo os irmãos de Jesus para a Judeia, partiu também Ele, porém, secretamente. Os judeus O procuravam, mas só o encontraram quando Ele quis manifestar-se, ensinando. Foi um belo discurso, a ponto de a multidão ficar dividida. Pois alguns desacreditaram, outros tiveram dúvidas e outros creram. Nem mesmo conseguiram prendê-lo, porque a quem fora designada tal missão não houve coragem e determinação suficiente, que resistiram às suas palavras.
Após Jesus discursar, era possível notar vários tipos de semeaduras: sementes que foram arrebatadas pelos pássaros; sementes que foram semeadas entre espinhos; e sementes que caíram em terreno fértil.
Quando Jesus nos fala, a quem nos assemelhamos? Aos que creram, aos descrentes, ou aos duvidosos?
Por fim, houve dissensão até entre os principais, pois Nicodemos achava justo ouvir aquilo que Jesus tinha para falar, outros discordaram e diziam que o fato de o Mestre ser da Galileia O desqualificava como candidato a profeta.
Hoje em dia, ainda existe esse tipo de preconceito entre as pessoas? Placas denominacionais, genealogia e status social são requisitos considerados por Deus para escolher seus atalaias? De forma alguma! Deus procura adoradores em espírito e em verdade. Deus busca pessoas dispostas e comprometidas com seu chamado e a Sua Obra.
Por Weide Cassimiro Jeronimo.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

João 6

A primeira parte do capítulo 6 de João fala do milagre da multiplicação dos cinco pães e dois peixinhos. Jesus sabia o que haveria de acontecer nos próximos instantes, mas quis testar os seus discípulos, e tendo em vista a grande multidão e a necessidade de alimentá-la, perguntou onde haveria de ser comprado mantimento para todos aqueles.
Muita comida seria necessária, e consequentemente também muito dinheiro. Então André apresentou a seguinte situação: havia um jovem com cinco pães e dois peixinhos, mas ele mesmo disse: “o que é isso perante a grande demanda?”. Era o que Jesus precisava naquele momento, um “pouco” para que o seu poder fosse mais uma vez manifesto – Quando Jesus quer agir em nossa vida, manifestar o seu poder em nós, Ele usa o nosso “pouco” para torna-lo muito, a fim de que a Glória seja Dele e não nossa – e com o pouco daquele jovem, muito mais de cinco mil pessoas foram alimentadas e ainda sobrou comida.
Quando o povo viu tamanho milagre, lembrou-se do que Moisés havia falado com relação ao profeta que haveria de vir (o Messias) e quiseram fazer de Jesus rei, porque não compreendiam que o Reino perpétuo que haveria de ser estabelecido, não era tomar, naquele momento, o governo que estava sob domínio romano, e Jesus conhecendo a falta de ciência deles com relação ao Reino, retirou-se, sozinho, a fim de evitar uma ação equivocada por parte das pessoas. Ele foi para o monte, possivelmente para falar a sós com seu Pai.
Pela tarde, seus discípulos voltaram para o mar, saindo de Tiberíades para Cafarnaum. Já era noite – e Jesus ainda não havia aparecido. O mar começou a revoltar-se, e depois disso avistaram alguém andando sobre as águas. Era Jesus que apresentou-se a eles e foi recebido pelos mesmos de bom grado.
No outro dia, sem encontrar Jesus ou seus discípulos, a multidão seguiu também para Cafarnaum e perguntaram a Jesus como Ele havia ali chegado, porque sabiam que Jesus não havia saído de barco com os seus discípulos no dia anterior. Ele não respondeu a esse questionamento, mas disse-lhes tudo aquilo que precisavam ouvir. E foi uma dura palavra!
Disse que O seguiam não pelos sinais, mas porque haviam sido saciados, ou seja, não estavam interessados em saber quem era Jesus e sim naquilo que Ele poderia lhes proporcionar.
Quantas vezes vemos pessoas mais interessadas nas bênçãos de Deus que em ter um relacionamento pessoal com Ele? Muitas! Infelizmente as pessoas se preocupam mais em serem prósperas.
Jesus queria proporcionar a eles mais que alimento físico, queria lhes oferecer alimento espiritual. Queria proporcionar-lhes riquezas eternas, mas eles queriam bens materiais.
Jesus lhes disse, mediante ao pedido de um sinal, que o pão que Moisés havia dado aos homens no passado, na verdade quem o dera foi seu Pai, e ainda assim todos pereceram. Mas agora, Ele era o Pão enviado por Deus para assegurar vida eterna. Porém as pessoas desacreditaram Dele, afinal conheciam seu pais, José e Maria (eles estavam de coração e entendimento fechados para receber a verdade de Deus).
O Mestre também falou sobre a necessidade do “participar” do Corpo e do Sangue de Cristo, para que se tenha comunhão com Ele, o que deixou o povo ainda mais intrigado. Ele também enfatizou que a Vontade de Deus era que nenhum daqueles que fora lhe dado se perdesse e que ninguém poderia vir a Ele se não fosse concedido por Deus. Tudo estava sob seu controle e vontade.
Ao ouvir tais verdades, muitos de seus discípulos escandalizaram-se, e Jesus sabendo disso falou: “imagine se vocês vissem o Filho do Homem retornar para o seu lugar de origem!”, disse mais, que o Espírito vivifica e que a carne é sem proveito, referindo-se à necessidade de as pessoas (os discípulos, em particular) crerem. Porque já sabia quais eram crentes e quem deles eram descrentes, inclusive quem o iria trair (a quem chamou de “um diabo”).
Muitos de seus discípulos o abandonaram depois desse episódio e isso lhe fez perguntar aos doze: “Quereis vós também retirar-vos?”. Pedro respondeu: “... para quem iremos nós? Tu tens as palavras de eterna, e nós temos crido que Tu és o Cristo, o Filho de Deus”. Com essa afirmação, Pedro e aqueles que concordaram com a sua fala, demonstraram ter compreendido e realmente crido em tudo aquilo que seu Mestre havia dito, sobre Ele ser o Pão do Céu que produzia vida eterna aqueles que dele comessem e também sobre o que havia falado no versículo 63, com relação às suas palavras produzirem vida perpétua. Mas Jesus sabia que dentre os doze, Judas não era sincero como os demais.
Por que seguimos a Jesus? Por suas bênçãos sobre nossas vidas, ou porque suas palavras em nós vida eterna?
“Onde estiver o teu tesouro, lá estará teu coração”. Mateus 6.21


Por Weide Cassimiro Jerônimo.

João 5

O capítulo 5 de João se inicia com o relato da cura de um paralítico que estava enfermo há 38 anos. Não eram dias ou meses. Eram anos! Ainda assim, com todas as suas dificuldades, ele esperava seu milagre. Não havia quem o ajudasse e ele não tinha agilidade suficiente para ser o primeiro a descer às águas do Tanque de Betesda quando as mesmas, pelo anjo, eram agitadas. Ainda assim ele tinha esperança, do contrário, não estaria mais ali naquele momento.
Quando um problema nos aflige por dias, no mais tardar, meses, muitas das vezes nos achamos no direito de não ter mais esperança e murmurar, por mais que isso seja contrário aos princípios de uma vida cristã pautada na confiança em Deus.
E se fossemos nós no lugar daquele homem? Talvez não estivéssemos mais lá quando Jesus apareceu. Possivelmente estaríamos presos em nosso quarto sendo consumidos pela nossa auto piedade. Talvez alguns estivessem num bar, pensando estar adiando o sofrimento quando na realidade só estaria o prolongando.
Mas Jesus apareceu na vida do paralítico perguntando se ele queria a sua cura (Jesus sempre aparece para nos propor mudanças). A ordem foi simples e objetiva: "Levanta-te, toma tua cama e anda". O homem obedeceu.
Jesus constantemente nos propõe um quadro diferente do que estamos vivenciando, mas nós, acomodados, temos medo ou preguiça de levantar e seguir em frente. Jesus quer ajudar a todos, mas a resolução do nosso problema também depende de nós. Se o paralítico, com medo, não houvesse se levantado (ignorando a ação do tempo) provavelmente ainda estaria lá.
Houve censura porque era sábado e não era possível, segundo a Lei Oral, carregar a cama nesse dia. Quando souberam que a ordem de tal ato havia partido de Jesus, quiseram mata-lo. E essa vontade intensificou-se quando Jesus declarou-se Filho de Deus e igual ao Pai, afirmando que o próprio João Batista havia testificado Dele, não que para Ele fosse necessária a aprovação (ou testemunho) do homem para confirmar a sua condição de Filho de Deus, mas isso era preciso para que o homem cresse. Ele disse que seus feitos também testificavam de si, e que o próprio Pai e também as Escritura assim o Fizeram. E que as pessoas não criam nem em Moisés, do contrário, creriam Nele, visto que no pentateuco falava ao seu respeito.
A incredulidade é um veneno que nos impede de confiarmos nas palavras que Jesus profere ao nosso respeito, mas a fé nos permite agradar a Deus.


Por Weide Cassimiro Jerônimo.

sábado, 3 de janeiro de 2015

EM BUSCA DE NOVOS PASSOS

Você partiu tão de repente
Que a esperança que tantas vezes morrera
 E ressuscitara
Ficou sem ação.
Talvez tudo isso lhe seja surpresa,
Obviamente resultado de meu longo e afetuoso
 Silêncio...
Meu coração oculta-me os próprios segredos
De forma que não sei se ainda te amo ou não.
A mim
Já é perfeitamente aceitável
Um futuro sem nossos sonhos,
Sonhos que eu sonhei.
Talvez Deus nos tenha reservado distintos caminhos,
Entretanto, quando alço voo rumo ao passado,
Nuvens de lembranças levam-me
A uma repentina euforia...
E relembro o amor, que apenas eu vivi.
Novamente embriaga-se minha audição
Com um som ingênuo e suave,
Som do coração...
Como um fundir de melodias e fragrâncias,
Surge um misto de emoções.
Tudo isso me leva a você E me pergunto: será?!
Meus olhos brilham, me lembro dos seus.
Ah! Os seus olhos, eles não me escondiam suas emoções.
É como se meus olhos tivessem sido arquitetados
Para interpretá-los.
E depois de tanto tempo,
Percebi que os seus eram cegos,
Diante de toda dedicação que lhe conferi...
Não! Não me queixo.
As lágrimas que derramei,
Minhas doces lágrimas de menina,
Me libertaram do casulo:
Sou Mulher!
Uma mulher que supera obstáculos,
Mas que se perde
Quando a gentil garota bate à porta.
Minhas lágrimas ficam de novo adocicadas
E te busco por um lugar muito especial:
Uma janela de madeira envelhecida.
Em breve,ela também não estará mais lá,
Como você.
Olho por ela e procuro por seus passos,
Passos únicos.
Não são de príncipe ou plebeu,
Não são célebres.
São engraçados
Como você
 E eu os busco,
 Porém, não os encontro...
Então percebo que tudo o que me resta
É procurar uma nova janela,
De onde possa encontrar novos passos,
Tão graciosos quanto os seus.

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