Vamos falar de amor? Quem sabe dor... Sonhos? Desilusões? E que tal juntar tudo isso? Já sei! Falaremos da vida. Porque no fim, seus encantos e desencantos nada mais são que belas poesias. Bem vinda, pessoa!
domingo, 24 de abril de 2016
INEVITÁVEL DOR
Diante de tudo o que me tem acontecido, os vendavais da noite, as fortes ondas do revolto mar, que é a vida, não resta nada senão esperar, com o intuito de receber de Deus tudo o que me tem preparado, a seu devido tempo. Conforta-me a certeza de que no final tudo se resolverá e sem dúvida alguma desfrutarei da alegria de ter o que me é por misericórdia de Deus. A bênção do Senhor. Entretando, temo estar certa em ter plena convicção de que, até que tudo se ajeite, experimentarei mais uma dose da tão conhecida dor, de ter que deixar partir mais uma das expectativas por mim alimentada, ainda que por teimosia. Ah! Mas o que é a dor senão a resposta que o nosso corpo dá quando somos resbalados pela urgência de confrontar nossa emoção, simplesmente porque sua irmã, a razão, decidiu mais uma vez acabar com a festa e apagar a luz que outrora fora acesa, sabe-se lá por quem, nossa esperança ou carência. Tal dor nunca abandonou-me por longo período, tornara-se companheira nessa jornada em busca do amor. Não apenas o que se sente, mas também aquele que se vivencia. Creio que ela tenha sido importante para o meu amadurecimento, tanto quanto a luz para o desenvolvimento de um flor. Talvez ela tenha se tornado como um instrumento de Deus, a fim de tornar-me forte, íntegra o bastante para receber de Si algo importante e guardá-lo com diligência. Bem, mas fato é que não vejo a hora de livrar-me dessa dor. Vê-la se esvaindo e abrindo lugar para o companheirismo, a amizade, a fidelidade, comprometimento e todos os outros elementos do conjunto formado pela união de dois outros conjuntos, que embora não fossem vazios, nunca antes puderam ser chamados de completos.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
ESPERAR PRA SER FELIZ?
Quem se escondeu debaixo da luz do lindo luar
Senão a menina bela que vivia sempre a sonhar?
Enquanto ali deitada
na grama, pelo orvalho molhada
Como a linha que forma ao bordado dava
Dia e noite ela passava
O seu futuro a traçar.
Um dia se formaria
Um bom emprego teria
Pessoas ajudaria
Pelo mundo viajaria
coisas novas conheceria
Tão feliz ela seria.
Mas o tempo foi passando
A idade aumentando
E a menina percebeu
Que nem tudo o que sonhou
Nem anseios,
Nem amor
De fato aconteceu.
Ela então se deprimiu
Os seus sonhos comprimiu
Bem no peito os guardou
Foi viver a realidade
Com toda a sua crueldade
Esperando pelo dia
Que como a princesa desperta da magia
Tudo enfim viesse acontecer,
Porém ela não percebeu
Que mesmo com o desalento seu
Muitas coisas aprendeu
E cada vez mais cresceu.
Mas hoje ela acordou!
Não foi como um conto de fadas
Em que tudo, inexplicavelmente se ajeitou.
Na verdade se viu enfadada
De esperar estava cansada
E algo importante decidiu
Não, ela não quer desistir de sonhar
Não, muito menos deixar de lutar
Ela apenas determinou
Que independente de qualquer coisa
O tempo de ser feliz é já!
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Pela graça de Deus
Sabe, embora eu tenha apenas 24 anos, já passei por várias coisas nessa vida. Coisas que muitas vezes tentou me fazer desistir de meus sonhos, da minha fé.
Pela graça de Deus já superei o bulling, uma depressão na infância, e aprendi a lidar de forma esplendida com o transtorno obsessivo compulsivo. (Sim! Cristãos também são humanos! rss).
Quando começo a lembrar de tudo o que passei, percebo que até aqui me ajudou o Senhor. Muitas vezes questionei se Deus não estava mais comigo e o porquê de Ele permitir que tudo aquilo me ocorresse. Mas no fundo eu sabia que Ele me ajudaria a vencer.
Hoje compreendo que se Deus não estivesse comigo eu não teria superado às dificuldades e vencido. Eu não estaria aqui. E agora sei que Ele deixa que nós passemos por momentos complicados para que venhamos aprender a ser fortes e sensíveis às fragilidades alheias. Como seria possível ajudar alguém sem entender que essa pessoa sofre uma dor? É muito fácil julgar quando não conhecemos, mas é possível acolher quando entendemos a dor do próximo.
Deus permitiu que Davi vivesse momentos difíceis. Elias pediu a morte e Paulo queixou-se de seu “espinho na carne”(e Deus não tirou seu espinho, mas lhe deu graça para superá-lo). Nos momentos mais difíceis de suas vidas o Senhor esteve ao seu lado e assim as dificuldades foram superadas e as adversidades vencidas. Depois desses momentos de aflição, ainda foram grandemente instrumentalizados por Deus.
Nos momentos em que mais precisei Deus esteve comigo e me deu força para sair vencedora nessas batalhas. A guerra não acabou ainda, muitas dificuldades sei que virão, mas eu sou mais que vencedora em Cristo Jesus, e pouco a pouco estou sendo moldada para ser um instrumento do meu Deus. Todos os dias eu erro, todos os dias aprendo, e todos os dias a graça de Deus se renova e é manifesta em minha vida. Pois ainda que nossas ações sejam importantes, precisamos entender: “porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Efésios 2.8).
quarta-feira, 17 de junho de 2015
SAUDADE
Sabe aqueles dias que se acorda com saudades?
Pois é, ontem não foi assim.
Na verdade tudo o que vinha em minha mente estava relacionado ao presente ou futuro bem próximo. Preocupações com o trabalho era uma das repetições constantes dela.
Só horas depois recordei-me de certas coisas. Coisas simples e já superadas. Que já não tem mais importância. Mas lembrei-me! Lembrei para novamente esquecer, por perceber que estava certa em não dedicar espaço na minha RAN para aplicativos pesados que não são mais úteis.
Por que então não os desinstalei? Pode ser a sua dúvida. Na verdade isso já ocorreu, porém, numa pasta esquecida do HD, ainda existem arquivos, que mesmo estando inacessados, não pude removê-los. Pode ser que um dia eles sejam reutilizados, para outros fins, é claro!
quinta-feira, 11 de junho de 2015
quarta-feira, 27 de maio de 2015
QUEM VIVE DE PASSADO É MUSEU?
“Só se tem saudade do que é bom. Se chorei de saudade não foi por fraqueza. Foi porque eu amei” (Nelsinho Corrêa).
Quem vive de passado é museu!
Dizia o velho ranzinza
Sem ânimo pra viver a vida
Cansado de nunca tentar.
Sua história?
Quem é que conhece?
E dia a dia padece
Com medo de querer amar.
Mas quem é que de amar tem medo?
Quem de ser feliz tem receios!
E não tem coragem de arriscar,
Pois na vida um dia amou
E seu coração alguém desprezou
Ele nunca mais quis sonhar.
Viver sem amar não é viver
É simplesmente sobreviver
Aos impulsos que a natureza dá.
Será que ele não tem saudades?
Ou será que na realidade
Ele não quer é reconhecer
Que quase sempre o seu peito dói
Que aos poucos a si mesmo destrói
E já não sabe o que fazer.
Como livrar-se da mágoa antiga?
Que um dia roubou sua vida
Sem ao menos lhe indagar
Se aquela era a sua vontade
Ou queria seguir sem maldade
Ciente de que a recompensa de amar é amar.
Quem vive de passado é museu!
Dizia o velho ranzinza
Com saudades do amor que um dia
Jamais lhe correspondeu.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Pré-requisitos
Não se pode doar aquilo que não se tem. Não se pode amar sem que se tenha amor. Não é possível ter amor sem que se deixe ser amado, e o maior amor já provado partiu de Jesus.
Quando não se tem Jesus, o amor pleno não passa de utopia.
Quando não se tem Jesus, o amor pleno não passa de utopia.
Por que é que a saudade dói?
A vida é repleta de perguntas
Para muitas delas parecem não existirem respostas
Eis aqui uma:
Por que é que a saudade dói?
Dizem que viajar no tempo implica em alterar o futuro.
Eu digo: nem sempre!
Como explicar tal afirmativa?
Sei lá!
Tudo o que sei é que às vezes me surpreendo numa dessas viagens
Sabe?
Dessas que não possuem limites espacial ou temporal
Podemos ir aonde quisermos.
Podemos inclusive misturar realidade e fantasia
Trazer à realidade a utopia
A ponto de sua definição perder o sentido.
Por que a saudade dói?
Com relação a viajar no tempo implicar em alterar o futuro
Mais uma vez afirmo que nem sempre!
Depende muito da forma com que iremos lidar com tal viagem.
Com o que iremos fazer depois de reencontrar amores
Reviver momentos, cores, sabores, odores
Talvez encantamentos.
Ser novamente inundados por sentimentos
Enfrentar temores
Refazer horrores (ou não)
E consolidar frustrações.
O que faremos?
Por que é que a saudade dói?
Quando é que viajar no tempo não implicaria em alterações no futuro?
Acaso não seria assim?
Quando revivêssemos o passado como meros expectadores
E deixássemos de lado o papel de atores e também co-autores
Quando essas viagens não produzissem reflexões
Quando toda história, não relembrada, mas revivida ficasse presa no âmago da negação
Naquela caixinha onde depositamos aquilo que não esquecemos, mas queremos deixar para [trás
Quando não temos coragem de agir a partir dos incentivos gerados por ela
Quando não tomamos decisões que há muito tem sido adiadas
E não enfrentamos os medos do passado que ainda nos atemorizam
Quando nos contentamos em não progredir.
Por que é que a saudade dói?
O que afinal seria melhor?
Alterar o futuro, ou não?
Pois nem sempre viajar no tempo implica em alterar o futuro.
Não é de nossa natureza o agir sobressair o observar?
Em filmes, quando no tempo viajamos,
Não só observamos,
Mas interferimos, não deixando por exemplo alguém se matar.
Só não mudamos o futuro quando o sangue quente das nossas veias se esfria.
Mas do contrário, se ainda em nosso corpo existe calor
Talvez (mas é só talvez) valha a pena bagunçar um pouquinho as coisas
E com base no passado, construir o futuro que queríamos e havíamos deixado “pra lá”.
Mas afinal, por que é que a saudade dói?
Talvez seja porque ao viajar no tempo corremos o risco de nos perder
E sem querer voltar invertemos o passado e o presente.
Uma hora os dois reassumem seus lugares e percebemos que o passado é só passado.
Aprendemos que no tempo viajamos sem bagagens
Não se leva nada na ida
Não se trás nada na volta
Nada que não tenha ido.
E quando nos prendemos a algo, o desprender é doloroso
É triste das coisas boas termos de nos despedir de novo.
Eu acho que é por isso que a saudade dói.
DIAS MAIS FRESCOS
Para as bandas de Nova Londrina, um distrito no interior do estado de Rondônia, o sol que brilha imponente no céu, ora azul cristalino, ora num tom perolado, assegura altas temperaturas. Um calor que muitas vezes assusta os forasteiros.
Mas quando em Nova Londrina os ares correm mais frescos, algumas pessoas, daquelas que não tem medo de ousar sobrevoar territórios desconhecidos, acordam mais sonhadoras. Enquanto seus corpos estão limitados, presos a um espaço físico, suas mentes vagam, visitando lugares longínquos, ou não. Vivenciando experiências utópicas e encontrando os tesouros, anseios de sua alma.
Assim como a leitura proporciona diversas viagens, também a imaginação de tais pessoas, sem ao menos precisar seguir um script, pois elas vão surgindo de forma instantânea, tanto quanto o pensamento. O problema é que diferente do primeiro, em que é possível reviver os passeios de que mais se gosta, com o segundo meio de “transporte” não é assim, pois não é que o cérebro possua um “HD fraco”, mas um movido à emoções. Dessa forma, uma história pode ser sobre-escrita à medida que outra for sendo criada.
É… no entanto, essas viagens não são reais, convencionalmente falando, e esses dias também se acabam como quaisquer outros e novamente entra em cena os dias quentes que, embora gostosos, são abafados pela rotina.
Só resta então o gostinho dos sonhos e o desejo de um dia realizá-los, guardados no oculto da alma, escondidos pela pressão cotidiana. Vez ou outra eles escapam rapidamente através de um sorriso discreto, solto no cantinho dos lábios para ninguém… para o nada.
quarta-feira, 8 de abril de 2015
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