quarta-feira, 27 de maio de 2015

QUEM VIVE DE PASSADO É MUSEU?

“Só se tem saudade do que é bom. Se chorei de saudade não foi por fraqueza. Foi porque eu amei” (Nelsinho Corrêa).

Quem vive de passado é museu!
Dizia o velho ranzinza
Sem ânimo pra viver a vida
Cansado de nunca tentar.
Sua história?
Quem é que conhece?
E dia a dia padece
Com medo de querer amar.
Mas quem é que de amar tem medo?
Quem de ser feliz tem receios!
E não tem coragem de arriscar,
Pois na vida um dia amou
E seu coração alguém desprezou
Ele nunca mais quis sonhar.
Viver sem amar não é viver
É simplesmente sobreviver
Aos impulsos que a natureza dá.
Será que ele não tem saudades?
Ou será que na realidade
Ele não quer é reconhecer
Que quase sempre o seu peito dói
Que aos poucos a si mesmo destrói
E já não sabe o que fazer.
Como livrar-se da mágoa antiga?
Que um dia roubou sua vida
Sem ao menos lhe indagar
Se aquela era a sua vontade
Ou queria seguir sem maldade
Ciente de que a recompensa de amar é amar.

Quem vive de passado é museu!
Dizia o velho ranzinza
Com saudades do amor que um dia
Jamais lhe correspondeu.


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