Para as bandas de Nova Londrina, um distrito no interior do estado de Rondônia, o sol que brilha imponente no céu, ora azul cristalino, ora num tom perolado, assegura altas temperaturas. Um calor que muitas vezes assusta os forasteiros.
Mas quando em Nova Londrina os ares correm mais frescos, algumas pessoas, daquelas que não tem medo de ousar sobrevoar territórios desconhecidos, acordam mais sonhadoras. Enquanto seus corpos estão limitados, presos a um espaço físico, suas mentes vagam, visitando lugares longínquos, ou não. Vivenciando experiências utópicas e encontrando os tesouros, anseios de sua alma.
Assim como a leitura proporciona diversas viagens, também a imaginação de tais pessoas, sem ao menos precisar seguir um script, pois elas vão surgindo de forma instantânea, tanto quanto o pensamento. O problema é que diferente do primeiro, em que é possível reviver os passeios de que mais se gosta, com o segundo meio de “transporte” não é assim, pois não é que o cérebro possua um “HD fraco”, mas um movido à emoções. Dessa forma, uma história pode ser sobre-escrita à medida que outra for sendo criada.
É… no entanto, essas viagens não são reais, convencionalmente falando, e esses dias também se acabam como quaisquer outros e novamente entra em cena os dias quentes que, embora gostosos, são abafados pela rotina.
Só resta então o gostinho dos sonhos e o desejo de um dia realizá-los, guardados no oculto da alma, escondidos pela pressão cotidiana. Vez ou outra eles escapam rapidamente através de um sorriso discreto, solto no cantinho dos lábios para ninguém… para o nada.
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