Quando ela olhou ao redor e percebeu que estava sendo observada tomou consciência da grande responsabilidade que, de forma não proposital, atraíra para si. E, antes mesmo de ceder à loucura que batia em sua porta se deu conta de que podia ajudar a mudar o mundo, não de forma espetacular, mas tímida e gradualmente ela poderia influenciar, desde que começasse mudando a si própria.
Vamos falar de amor? Quem sabe dor... Sonhos? Desilusões? E que tal juntar tudo isso? Já sei! Falaremos da vida. Porque no fim, seus encantos e desencantos nada mais são que belas poesias. Bem vinda, pessoa!
terça-feira, 6 de novembro de 2018
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
EM PAZ
Que legenda usar para tanta coisa explicar?
Uma confusão de sentimentos
Um emaranhado de pensamentos
Um monte de coisas pra pouco tempo
Incertezas da estação
Frescuras do coração
Dores sem lógica explicação
A ansiedade importunando a alma
Um grito silencioso rogando por calma
Duvidas quanto ao querer
Decisões necessárias sobre o que fazer
Como pode uma única imagem tanta coisa expressar?
Mas além de todas essas inquietações e do misto louco de emoções
Existe um pouquinho de fé suficiente para manter-me de pé
Há também uma força sem igual que me faz crer que tudo dará certo, afinal
E também a certeza do cuidado de Alguém que sempre esteve ao me lado.
Talvez a legenda que melhor possa tudo isso representar seja:
A despeito das guerras, estou em paz.
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
O CRISTIANISMO E O AMOR: UMA SÍNTESE SOBRE ESSA RELAÇÃO
Jesus sempre existiu, mas
ninguém é obrigado a acreditar nisso. No entanto, uma vez que alguém decide
professá-lo como Senhor, não teria este a obrigação de seguir os seus
ensinamentos? Quando observado o início do Cristianismo, em humildade, pureza e
amor, a dura realidade que se formou em torno dessa religião nos anos que
mediaram essa época e a revolução causada por Lutero pode causar admiração.
Quantas mortes em nome de
um Deus que é amor! Quanta dor causada por aqueles que deveriam ter aprendido
na pele o horror resultante da intolerância religiosa! Enquanto cristãos
matavam aqueles que Jesus havia vindo resgatar e ensinar uma forma de vida
alternativa (alicerçada no perdão, na esperança e na misericórdia), o seu Cristo
derramava lágrimas de dor pelas vítimas e por ver o quanto os seus ensinamentos
estavam sendo deturpados.
Jesus disse “bem-aventurados
os pacificadores”, e com o seu evangelho de paz ensinou que não se devia revidar
a violência com mais violência. Ele perdoou a mulher adúltera, recomendando
apenas que ela deixasse suas práticas desleais. Quantas vezes ele mostrou que se
importava com os que viviam à margem da sociedade! Ele não desprezou prostitutas
e ladrões, mas ensinou-lhes que não estavam destinados a viver daquela forma, afinal,
todos tem o direito de fazer as suas escolhas.
Jesus não matou Judas por
tê-lo traído! Não agrediu as pessoas que o insultaram. Não usou o seu poder
para impor-se como divino, mas aceitou de bom grado aqueles que, espontaneamente
acreditaram em suas ideias (que eram inovadoras para a realidade do tempo e
sociedade em que viviam). Jesus ofereceu graça aos malfeitores que com ele foram
crucificados (embora apenas um deles tenha aceitado) e perdoou todos os seus algozes,
sabendo que agiam por ignorância aos verdadeiros ensinamentos das leis e profetas.
Se o Senhor perdoou, não
deveria assim fazer os seus servos? Em uma das parábolas contadas pelo Mestre,
seus discípulos puderam aprender que seria perdoando as pessoas que mostrariam
gratidão para com aquele que já os havia perdoado. E que isso era um pré-requisito
para que obtivessem a salvação que lhes era disponibilizada, pois ser salvo significa,
em suma, aceitar o perdão oferecido por Deus.
Se Deus é amor, de onde vem
o ódio que faz com que alguns dos chamados “seus filhos” (o que é ironia visto
que João escreveu que quem não ama não pode ser nascido Dele) faça exatamente
aquilo que é contrário aos princípios da sua fé, sem perceber a discrepância
que há em suas ações? Não seria da falta de conhecimento?
Oséias escreveu, antes
mesmo da encarnação do Cristo, que a falta de conhecimento conduzia o povo ao erro.
E a veracidade dessa informação pode explicar as barbáries cometidas pelos
ditos cristãos. Um dia Jesus disse que os seus discípulos seriam identificados por
meio do amor, logo, quem não ama não pode ser chamado de seu servo. Considerando
isso, que outra explicação haveria para a existência de um cristão que não ama
as pessoas, incondicionalmente, como o seu Senhor, senão a de que falta a ele
conhecer verdadeiramente os princípios que regem a sua fé?
O cristianismo (ou falso
cristianismo) proporcionou anos sombrios de opressão e massacre a todos aqueles
que representavam risco para a única verdade que imperava, na época, que não
era mais a da maravilhosa graça divina, disponibilizada no calvário e obtida através
da fé. O que importava, no momento, era a expansão do reino terreno e a obtenção
de riquezas e glórias a qualquer custo, aproveitando-se da ignorância dos símplices
que cegamente acreditavam em tudo o que lhes era ensinado, sem ter sequer
acesso a fonte real dos ensinamentos de Jesus.
Quando homens, esclarecidos
pela Palavra, percebiam que o evangelho por Cristo pregado se distinguia, de
forma gritante, daquele pela Igreja propagado, se viam diante de um dilema:
seguir a massa ou se rebelar, sabendo que a última escolha quase sempre
resultava em silenciamento, através de mortes dolorosas. Muitos foram corajosos
e, finalmente, um dia uma voz rebelde abriu os olhos do mundo, possibilitando
que a essência do cristianismo fosse resgatada. Isso foi possível porque as
pessoas passaram a ter acesso ao conhecimento a respeito de sua fé.
Muitos anos se passaram desde
Lutero até o ano de 2018 e, infelizmente, muitos dos que se dizem cristãos ainda
estão envoltos em uma nuvem opressora de religiosidade, deixando de prezar pelo
relacionamento com Deus (ora, o propósito da vinda de Jesus não foi restaurar a
comunhão da criatura com o seu Criador?) e como consequência, a falta de
conhecimento sobre os ensinamentos de Cristo, no século XXI, na maioria dos
países, não é resultante do não acesso à Palavra, mas da ausência de interesse
de muitos em se apropriar do que nela está escrito. Tornou-se mais fácil decorar
versículos de promessas convenientes.
Onde há falta de conhecimento
sobre uma verdade, está tende a ser pregada de forma mentirosa. É isso que
acontece muitas vezes. A corrupção não está nas organizações, mas em algumas
pessoas que fazem parte delas. Com o cristianismo também é assim, por isso
tantas heresias são difundidas e a única forma de combate-las é através do
verdadeiro conhecimento dos cristãos a respeito dos princípios que regem a sua
fé.
Se alguém se diz cristão
e não ama as pessoas incondicionalmente, este não conhece a Cristo e não pode
ser chamado de seu seguidor, pois aqueles que se utilizam do ódio, desrespeito
e violência como ferramenta de imposição de suas ideias talvez devessem ser convidados
a conhecer o Jesus que dizem amar para que assim pudessem pregá-lo de forma
apropriada.
A guerra nunca trouxe paz
a ninguém (pelo menos não de verdade, pois o preço pago é sempre muito alto),
já o amor cura, perdoa e resgata, e é também o elemento identificador dos
verdadeiros discípulos do Senhor. Se os cristãos que despejam desrespeito pelas
escolhas alheias passassem a conhecer sobre o evangelho que dizem seguir e
mudassem a sua forma de abordagem, talvez o mundo se abrisse mais para conhecer
Jesus e todos viveriam melhor, afinal, o conhecimento reduz a probabilidade de
erros!
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
OS SONHOS E A VIDA: a síntese de uma reflexão sobre possibilidades
Princesa, fada, professora, dançarina, cowgirl, policial... bem, a lista de possibilidades é grande, pode acreditar. No entanto existe pelo menos uma coisa comum a elas: todas já foram o sonho de meninas que não faziam ideia alguma de como seria o futuro e nem imaginavam o quão complexa seria a vida adulta. Eu queria ser professora, escritora, cantora, engenheira, médica veterinária, estilista, arquiteta, cientista, pastora, missionária e um monte de outras coisas, mas com o passar do tempo a lista foi diminuindo à medida que eu descobria que não vivemos tempo suficiente para fazer tudo e que o dinheiro realmente é importante para quem é "gente grande". Parece bobo, mas, na verdade, foi doloroso ter que, ao longo dos anos, abrir mão de coisas que por muito tempo foram agentes provocadores de sorrisos só de eu me imaginar sendo uma delas. Eu tive que me acostumar à ideia de não ter um jaleco com "Drª. Weide" bordado nele, e de que, possivelmente, eu não descobriria a cura para a Raiva, e que provavelmente não teria peças minhas expostas em alguma Fashion Week pelo mundo à fora. O bom é que a vida te dá um empurrãozinho e não deixa todo o serviço sujo de escolher o que jogar no lixo ou engavetar em suas mãos. Muitas escolhas eu fiz espontaneamente, mas outras, as circunstâncias me obrigaram a escolher. Mas tudo bem, acho que é isso o que chamam de "amadurecer": saber lidar com a realidade sem minimizar a importância dos sonhos e sem deixar de sonhar. Afinal, se por um lado estão os sonhos abandonados, no outro estão os que, de fato, se transformaram em realidade, os que ainda se tornarão, e aqueles que nem mesmo haviam sido pensados, porque a vida não é uma bruxa que simplesmente te tira coisas, ela também presenteia, e muitas vezes esses presentes são melhores do que qualquer coisa que poderíamos ter idealizado. Prefiro pensar nela, não como uma vilã, mas como um filtro pelo qual todos passamos e que durante o processo muitas coisas acabam ficando para trás. Mas se não fosse assim, jamais nos tornaríamos melhores. Sonhar é fundamental, não apenas para a gurizada, mas também para os adultos. São os sonhos que impulsionam as ações que constroem a realidade. Não digam a uma criança que os seus projetos são impossíveis de alcançar (afinal, a definição de impossível pode ser bastante subjetiva). Deixe que ela passe pelo processo de seleção de sonhos, naturalmente, assim, entenderá que não importa o ritmo que a vida toca, porque todos nós somos capazes de aprender a dança-lo com a nossa própria coreografia, e que no fim, mesmo sem realizar algumas coisas podemos superar limitações e voar mais alto do que imaginávamos. Podemos ser maiores que os nossos sonhos! Quer saber? a vida é linda quando aprendemos a olhar do ângulo certo, e é por isso que a chamamos de PRESENTE DE DEUS!
sábado, 11 de agosto de 2018
MINHA DEFINIÇÃO DE "CURTIR A VIDA"
Está bem. Podem me chamar de careta, mas a verdade é que eu não compreendo essa definição de "curtir" que se tenta vender por aí. Sabe? pessoas que precisam se embriagar e acordar cada dia em braços diferentes para dizer que estão aproveitando a vida. Para mim, aproveitá-la tem mais a ver com vivê-la com significado e responsabilidade, estabelecendo boas conexões, cultivando relacionamentos... Não importa se o programa é um cineminha, um sorvete ou uma conversa casual, desde que estejamos dispostos a conhecer o outro e nos permitamos também ser conhecidos. Viver de verdade é valorizar não somente as experiências de vitórias, mas também de sofrimentos para que conheçamos o que é superação. É compartilhar sonhos, socializar ideias. É confiar no outro, a despeito dos riscos de sermos decepcionados. É nos darmos o direito de amar e sermos amados e continuar fazendo isso mesmo quando a traição nos visitar. É não termos que provar para ninguém o nosso status de felicidade por entendermos que somos os únicos que precisam ter certeza disso. Curtir a vida é compreender que a felicidade no final nada mais é que utopia e que, no fim, ou você fez dela a sua companhia, pelo caminho, ou então você perdeu a oportunidade de conhecê-la.
quinta-feira, 12 de julho de 2018
CONFUSÃO
Às vezes, tudo parece tão confuso. E quando digo tudo, me refiro à vida. Sabe? crescer, viver... essas coisas. Parece que faz pouco tempo que eu era só uma menina decidida a não ser uma adulta chata e complicada como as que eu via em The O. C. Nos olhos de uma criança, viver parecia simples e feliz.
Ter fé nos sonhos, nas oportunidades e nas pessoas tem sido cada vez mais uma tarefa dificíl. E ter fé em Deus, como sempre, tem sido a salvação, porque acreditar que isso é tudo o que essa experiência chamada vida tem a oferecer é simplesmente aterrorizante. O que quero dizer é... sabe? tem que ter mais. Mais amor, mais esperança, mais bondade, mais verdade. Talvez eu só tenha que procurar no lugar certo, ou talvez eu só deva parar de procurar e me deixar ser encontrada. Quem sabe eu deva parar de contar o tempo enquanto espero. Bom, se o tempo quiser passar, que faça isso (falo como se pudesse detê-lo). Nada mais faz muito sentido... até mesmo os meus erros, que revelam a minha fraqueza e que muitas vezes me fazem querer parar, em outros momentos me fazem querer continuar como se tentar ser melhor fosse um desafio que valesse a pena (e é). As limitações que me impedem de avançar com mais agilidade, são as mesmas que possibilitam que eu me abra para a verdade. Não uma verdade nova, mas para a mesma verdade que eu já conhecia, só que nunca me havia sido totalmente revelada. Como já disseram, possivelmente Paulo (sim, o da Bíblia), agora vemos em parte, mas um dia o faremos plenamente. Talvez toda essa confusão seja apenas parte do processo de compreensão do tudo que um dia há de se revelar. De qualquer modo, tudo está confuso. Mas tudo bem, ninguém disse que não seria.
terça-feira, 22 de maio de 2018
SORRISO
Então disseram dela: "é uma louca! Que mais seria? Como pode alguém andar assim, sorridente, esbanjando gentileza a tanta gente, mostrando a todos o quanto é contente? Acaso não existem problemas ou algo que a faça chorar?" Mas mal sabiam eles que isso era porque ela fazia de suas lágrimas seus segredos, uma forma de encarar seus medos, uma substância capaz de sua alma lavar. Não eram elas sinal de fraqueza, mas um instrumento na obtenção de leveza, pois sempre, logo após caírem, a doce moça novamente tinha sorrisos a ofertar.
(Texto do dia 25 de abril).
EQUILÍBRIO
Então ela percebeu que a cada volta dada, viagem realizada, e caminho percorrido deixava para trás um pouco de si, mas curiosamente não se tornava menor, pois também carregava um pouquinho dos outros consigo, e assim ela prosseguia, nem menor, nem maior, simplesmente em equilíbrio.
(Texto do dia 19).
SOMOS ÁRVORES?
Como folhas conduzidas pelo vento, o tempo leva consigo muitas coisas. Diante dessa realidade, é bom saber que as árvores permanecem alicerçadas em suas raízes, sábias e exuberantes para contar histórias.
(Texto do dia 19)
domingo, 29 de abril de 2018
DESESPERO E ESPERANÇA
Olá forasteiro. Como vai? Chamo-me Aprendiz, natural das terras da Insensatez, desde cedo decidi aventurar-me nessas estradas rumo à cidade da Sabedoria. Entre as muitas coisas que eu já vi, recordo-me de ter encontrado, certa vez, um belo jardim. Ah, como era lindo aquele solo coberto das flores singelas e delicadas de Esperança! O seu perfume exalava e contagiava a todos em volta. Nele, o futuro podia ser visto perfumado, colorido e sorridente. Pessoas de todas as partes procuravam comprar algumas de suas flores, mas estas não podiam ser vendidas. Eram bondosamente ofertadas para aqueles que possuíam um terreno fértil dentro de si.
Os canteiros continuavam floridos por toda a primavera e no verão pareciam ainda mais viçosos, mas era só questão de tempo até o outono vir e arrancar as frágeis folhinhas, espalhando-as por todo o terreno. E como se não bastasse, lá vinha o inverno, soprando gelado e espalhando por todos os lados uma densa cinza chamada Desespero. O futuro, naquele momento, tornava-se preto e branco, triste e sem cheiro, e o gelo queimava as pobres plantas que ainda restavam.
O que mais me impressionou, no entanto, não foi a destruição da Esperança, pois na verdade isso apenas causava dor. O surpreendente foi perceber que as folhas que caíam no inverno fortaleciam ainda mais o solo, e a cinza que ajudava a destruir transformava-se em adubo, dando força para que a Esperança novamente brotasse. Então, outra vez vinha a primavera e tudo ficava novamente florido.
E foi assim que na jornada rumo à sabedoria aprendi uma bela lição, a saber, que o desespero que destrói a esperança é o mesmo que fortalece o solo para que ela torne novamente a brotar. Dessa forma, já não mais os vejo como inimigos irreconciliáveis, mas como membros de uma mesma equipe, colaborando entre si, afinal, nem um dos dois existe na ausência do outro. Ora, não é o desespero o fim da esperança e esta última o algoz de seu destruídor?
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