Recentemente li sobre dois jovens que mudam drasticamente a sua forma de pensar e agir depois de pegarem a estrada e se submeterem, ainda que de forma não intencional, a uma sequência de acontecimentos não programados. Refiro-me ao livro "O teorema Katherine", de John Green.
É difícil para mim não me inclinar a uma sistemática reflexão e a uma busca por aplicação das lições extraídas através de um livro, que durante certo tempo foi foco da minha atenção. Dessa forma, não poderia fazer diferente diante dessa obra extremamente divertida, levemente emocionante e totalmente envolvente que, entre outras coisas, aborda a conscientização e o alcance da mudança necessária por meio de uma visão não viciada, a partir de novas perspectivas.
Pode ser que fiquemos tão limitados à nossa zona de conforto a ponto de fazer dela uma bolha que nos impede de sermos alcançados pelo que acontece fora do nosso "mundinho". E o ruim de estarmos presos nesta gaiola é que gradativamente acionamos o piloto automático e assumimos uma vida monótona e ritualística, nutrindo uma falsa sensação de previsibilidade e segurança.Deve ser observado, no entanto, que, como diz um velho ditado popular, "o futuro a Deus pertence". Do mesmo modo, afirma uma certa parábola cristã, "louco, hoje pedirão a sua alma". Ninguém sabe ao certo os detalhes e o desfecho da sua própria história, tudo o que fazemos são previsões, e quanto mais tempo nos permitimos passar no cativeiro do comodismo, mais podemos ser devastados pelo choque com a realidade e as surpresas da vida.
Talvez, só tenhamos que nos dar a oportunidade de ver o que acontece do lado de fora do nosso "Euniverso" para percebermos que para além do nosso sofá existe um vasto mundo, cheio de experiências e lições para ofertar. Não há nenhum novo aprendizado disponível enquanto continuarmos estagnados, observando sempre do mesmo ângulo, pois o amadurecimento requer autodesafios.
Ps.: Texto produzido no dia 21 de outubro de 2020.
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