sábado, 24 de outubro de 2020

PARÁFRASE MINHA DO SALMO 126


Foi tão bom quando o Senhor desatou nossas amarras e nos fez livres que até parecia um sonho. Ríamos e cantávamos enquanto os de fora comentavam sobre a bondade divina para conosco.
De fato estamos alegres porque Ele fez por nós coisas grandiosíssimas.
Liberta-nos, novamente, Pai!
As lágrimas derramadas enquanto cumprimos o nosso chamado não passam despercebidas, e um dia a recompensa virá de Ti.

Postado nas redes sociais no dia 19 de julho de 2020.

PELA ESTRADA

 "Eu pensava que seguíamos por caminhos já prontos, mas parece que não os há. O nosso ir faz o caminho" (C. S. Lewis).

Cada uma de nossas escolhas, as nossas ações e as experiências por nós vivenciadas contribuem para a construção de um caminho inédito. Não há receita pronta e nem como ter certeza de como ele será. O essencial é termos os nossos olhos fixos em um alvo para não errarmos a direção e não nos perdermos pela estrada.

Texto postado nas redes sociais no dia 08 de agosto de 2020.

DEPOIS DOS PESADELOS

Depois de um pesadelo a gente acorda, mas volta a dormir, porque sempre existe a possibilidade de encontrarmos um sonho bom, mesmo em uma noite sombria.

Postado nas redes sociais no dia 12 de agosto de 2020.

PROPORÇÕES

Em um mundo onde o mar, o céu e a terra são tão grandes, só não se perde aquele que tem a alma, os sonhos, o coração e a fé em iguais proporções.

Postado nas redes sociais no dia 02 de setembro de 2020.

MUNDANÇAS

Ao longo de nossas vidas, conhecemos várias versões de nós mesmos, e por ser a existência uma jornada de amadurecimento e aprendizado (para os que assim desejam), passamos por constantes mudanças. Algumas delas surgem naturalmente, outras são por nós provocadas e isso é necessário, pois evoluir faz bem quando o objetivo é o aperfeiçoamento. Porém nenhum upgrade vale a pena se não surgir de dentro para fora, se o intuito for fútil e se, no fim, implicar na perda da nossa essência.

Postado nas redes sociais no dia 05 de setembro de 2020.

RAZÃO E EMOÇÃO


Acaso a alma entende as decisões tomadas por intermédio da lógica?
E a razão, compreende as escolhas feitas pelo coração?
Vez ou outra elas entram em atrito e o que disto resulta culmina em dor,
Mas quando elas dialogam e entram em consenso, as chances de se encontrar a melhor alternativa são significativamente ampliadas.

Texto publicado nas redes sociais no dia 10 de outubro de 2020.

PARA ALÉM DA BOLHA DO COMODISMO

      
    Recentemente li sobre dois jovens que mudam drasticamente a sua forma de pensar e agir depois de pegarem a estrada e se submeterem, ainda que de forma não intencional, a uma sequência de acontecimentos não programados. Refiro-me ao livro "O teorema Katherine", de John Green.
   É difícil para mim não me inclinar a uma sistemática reflexão e a uma busca por aplicação das lições extraídas através de um livro, que durante certo tempo foi foco da minha atenção. Dessa forma, não poderia fazer diferente diante dessa obra extremamente divertida, levemente emocionante e totalmente envolvente que, entre outras coisas, aborda a conscientização e o alcance da mudança necessária por meio de uma visão não viciada, a partir de novas perspectivas. 
    Pode ser que fiquemos tão limitados à nossa zona de conforto a ponto de fazer dela uma bolha que nos impede de sermos alcançados pelo que acontece fora do nosso "mundinho". E o ruim de estarmos presos nesta gaiola é que gradativamente acionamos o piloto automático e assumimos uma vida monótona e ritualística, nutrindo uma falsa sensação de previsibilidade e segurança.
    Deve ser observado, no entanto, que, como diz um velho ditado popular, "o futuro a Deus pertence". Do mesmo modo, afirma uma certa parábola cristã, "louco, hoje pedirão a sua alma". Ninguém sabe ao certo os detalhes e o desfecho da sua própria história, tudo o que fazemos são previsões, e quanto mais tempo nos permitimos passar no cativeiro do comodismo, mais podemos ser devastados pelo choque com a realidade e as surpresas da vida.
    Talvez, só tenhamos que nos dar a oportunidade de ver o que acontece do lado de fora do nosso "Euniverso" para percebermos que para além do nosso sofá existe um vasto mundo, cheio de experiências e lições para ofertar. Não há nenhum novo aprendizado disponível enquanto continuarmos estagnados, observando sempre do mesmo ângulo, pois o amadurecimento requer autodesafios.


Ps.: Texto produzido no dia  21 de outubro de 2020.

 

NEM CARRASCO, NEM INDIFERENTE

 

A Bíblia é um livro maravilhoso, historicamente e antropologicamente falando, e para nós, cristãos, ela tem um significado muito especial, pois por meio dela nós conseguimos obter valiosas informações a respeito do nosso Deus, porque ao mergulhar em suas páginas podemos encontrar lindas poesias dedicadas a Ele, além de ver o seu agir em prol daqueles que Nele confiaram, através da História. Ela contém, também, o segredo de como nos aproximarmos Dele.

Quando percorremos esse espetacular livro que é a Palavra do Eterno, podemos vê-Lo fazendo coisas maravilhosas, poderosas e até mesmo inimagináveis e, assim, capturar nuances de sua personalidade, como peças de um quebra-cabeças. Há momentos em que Ele está bravo, em outros, amoroso. Podemos encontra-Lo agindo logicamente, humanamente falando, e até mesmo numa lógica que não conseguimos compreender. Às vezes Ele faz o que parece óbvio para aquele que está lendo, mas também há casos em que Ele surpreende e derrama misericórdia só porque Ele achou por bem assim fazer.

Desde que eu nasci, literalmente, tenho ouvido falar sobre o Senhor (possivelmente até mesmo antes de ser dada à luz) e ao longo do tempo, pelo menos duas abordagens radicais sobre a sua personalidade têm se destacado. A primeira diz que Ele é justo e castigador, a outra fala que Ele é amor e perdoador. Os adeptos do primeiro extremo dizem que os do outro são rasos e apregoam um Deus superficial, estes, por outro lado, dizem que os primeiros são fanáticos e falam de um ditador carrasco. Ambos os grupos se esquecem que tanto amor, quanto justiça, são atributos divinos.

Os dois grupos supracitados conseguem encontrar subsídios nas Escrituras para embasar as suas falas extremistas, isto porque recorrem aos seus trechos de forma isolada e não a toda ela, de maneira integral, pois, não fosse assim, entenderiam que não se trata de “oito ou oitenta”, há um grande intervalo que admite maior flexibilidade na hora de elaborar sermões. Dizer que Deus é só amor requer que sejam ignorados episódios em que a sua justiça foi praticada e afirmar que Ele é, simplesmente, castigador implica em negligenciar histórias de misericórdia, quando o seu perdão foi ofertado a pessoas que não o mereciam. O cenário do Calvário evidencia os dois aspectos divinos em questão, afinal, ali estava sendo imputada a sanção por nossos pecados, ao mesmo tempo em que o amor era manifestado, mediante a oportunidade de reconciliação que foi oferecida.

Eu confesso que fico irritada quando algumas pessoas insistem em mostrar aos seus ouvintes apenas um dos aspectos já mencionados, criando neles uma atmosfera de medo e, muitas vezes horror, ao faze-los acreditar que se não disserem “sim” à graça, de imediato, serão caçados e destruídos. Do mesmo modo, fico preocupada com mensagens evasivas, que passam uma ideia equivocada de que porque somos amados e a salvação é de graça, nada precisamos fazer em contrapartida. As duas situações são antibíblicas. Eu gosto mesmo é dos sermões de Jesus, que trazia uma abordagem eficiente ao apresentar o evangelho de forma genuína, puro e simples. Graças à sua mansidão e à sua humildade, nem mesmo quando ficou irritado, deixou de ser excepcional. Ele não recorria ao medo ou à superficialidade para conseguir adeptos, as suas falas diziam respeito à necessidade intrínseca que temos de um relacionamento pessoal e íntimo com o Criador.

Uma vez que compreendemos que fomos criados para nos relacionarmos não apenas com o nosso próximo, mas principalmente, e essencialmente, com o Todo Poderoso, torna-se mais fácil entendermos a nossa busca constante por preenchimento e completude (os lindos discursos de autossuficiência não se aplicam aos cristãos) para, assim, recorrermos ao socorro ofertado por Jesus, o Cristo. E quando conhecemos, por nós mesmos, o tão famoso Deus Javé, através de uma genuína comunhão, podemos finalmente perceber que Ele não é carrasco e nem indiferente. Ele é Pai e sabe educar seus filhos, impondo limites, mas munido de um imensurável e incompreensível amor. Mas se alguém ainda não se dispôs a isso, não deveria tomar partido em tolas discussões sobre Ele ser bom ou mau, pois uma das maiores virtudes que uma pessoa pode ter é a de não se manifestar a respeito de algo, a menos que o faça com propriedade.