sábado, 11 de janeiro de 2020

MOMENTOS

Todos queremos uma vida feliz e, muitas vezes aguardamos por grandes acontecimentos que confirmem se essa é, ou não, a nossa condição. O problema é que nesta busca por coisas extraordinárias, nos esquecemos de que o "todo" nada mais é que a junção de fragmentos, também fragmentáveis. São os detalhes que tornam a vida interessante e eles são capturados no que chamamos de "momentos", dos quais, alguns passam despercebidos e outros são esquecidos. Mas há, também, aqueles que marcam a nossa existência e, assim, ficam guardados na nossa memória porque possuem um link com o nosso coração.

Texto publicado nas redes sociais no dia 10/01/2020.

SOBRE O NATAL, OS PRESENTES E AS CRIANÇAS

Se o Papai Noel traz presentes apenas para as crianças "boazinhas", porque várias delas são esquecidas e algumas muito travessas são contempladas?
Primeiro que "fazer arte" já é um comportamento esperado das crianças. Não seria maldade tentar ingessa-las por um ano inteiro?
Segundo: qual é a definição de boazinha e malvada? Se adultos erram, o que nos faz pensar que os pequenos não farão o mesmo?
Terceiro: até que ponto essa metodologia da recompensa funciona? Se uma criança que se "comportou" o ano inteiro não recebe o presente que esperava, isso não fará com que ela registre no seu subconsciente que não vale a pena ser "boa"? E se, por acaso, ela ganha um presente, mesmo sem ter "merecido", isso não trará a ela a  sensação de imunidade e até mesmo de impunidade?
Quarto: presente ou salário? Salários são resultados esperados, recebidos por merecimento. Presentes, no entanto, não tem a ver com recompensar o outro por algo que é sua obrigação fazer, diz respeito a querer vê-lo feliz, independentemente dos seus erros, dificuldades e fracassos.
Talvez nossas crianças devessem saber que não precisam ser perfeitas, pois até nós, adultos, ainda tentamos melhorar. Que os presentes que recebem custam tempo e esforços dos seus pais e por isso gratidão e valorização são bem-vindos, em contrapartida. Que a única motivação válida para presentear é o amor e que, por isso, as dádivas nem sempre são palpáveis, às vezes se resumem em um caloroso abraço ou na certeza de que somos queridos.
E se os pequeninos soubessem que o maior presente de Natal foi dado por Deus e que nem o dinheiro do mundo inteiro poderia pagá-lo, porque a redenção custou o sacrifício de um inocente que fez tudo por amor?
"Besteira, Weide! Não vês que é mais fácil mentir?"

Texto publicado nas redes sociais no dia 27/12/2019.

HERÓIS

São muitas as histórias que lemos nos HQs ou acompanhamos no Universo Cinematográfico em que pessoas se dedicam para ajudar os outros e salvá-los de seus males. Alguns se contentam com o anonimato, mas outros necessitam ser identificados. Vê-los em ação nos diverte, nos anima e nos emociona, mas no fim sabemos que eles não são reais.
Os heróis da nossa realidade são um pouco diferentes dos da ficção, pois não possuem superpoderes, são mais limitados e o altruísmo muitas vezes é resultado de muito exercício e profunda reflexão. Eles salvam vidas e ajudam não de forma grandiosa, mas de maneira singela, através de pequenos gestos e atitudes.
Eu conheço, no entanto, um Super-Herói que mesmo eterno, poderoso e soberano se dispôs a experimentar das fragilidades humanas, inclusive a morte, só para nos conhecer e curar não só as dores físicas, mas, especialmente as que oprimem a nossa alma (ou psiquê). Ele morreu, mas ressuscitou e está ao nosso lado em todos os momentos, disposto a nos salvar até de nós mesmos, quando não nos lembramos mais quem somos. Hoje, seu aniversário é comemorado e, embora Ele, provavelmente, não tenha nascido no dia 25 de dezembro, toda ocasião é bem-vinda para celebra-Lo. Lembrar Dele somente no Natal é um erro, tanto quanto esquecê-Lo, nesta data.
É Natal e temos motivos de sobra para agradecer a Deus pelo melhor presente que Dele recebemos: Jesus, o nosso grande Herói.

Esse texto foi publicado nas redes sociais no dia 25/12/1/2019.