Como é difícil te arrancar um "sim", justo pra mim que poucas vezes te disse "não".
Você me negou seu amor quando tudo o que fiz foi te amar. Privou-me de teu sorriso, mesmo quando eu disfarçava a minha dor e espremia minha alma para um riso te ofertar. Quando uma mão estendi, você a recusou. Quando o meu ombro ofereci, dele pouco fizeste... o desprezou. Então te ofertei minha amizade, mas veja só, você se afastou.
Não me restou mais nada a oferecer senão minhas orações e lágrimas, e ainda assim só as posso doar em silêncio, sem que você saiba, porque até disso fui privada.
Quem diria? eu que nunca gostei de que me dissessem o que fazer... acabo acatando as "babaquices" que ouvi de você. Mas como me opor? não seria ainda mais me humilhar? Não se pode fazer com que, sem querer, ao seu lado alguém queira ficar.
Perdoei os planos interrompidos, os sonhos não realizados, o amor talvez (mas só talvez) fingindo, e o vazio no meu peito deixado.
Perdoei-te pelas lágrimas derramadas, por ter sido trocada... só queria estar por perto, alegrando-me com o teu sucesso, do qual nunca duvidei.
Já sabia que não me amava (e que possivelmente nunca me amou), mas achava que te importavas. Queria ser tua amiga, só isso... mas era conveniente que de ti me despedice, não é? Para que pudesses te veres livre, da chata, grudenta mais que carrapata, mas que só queria te ver bem, até mesmo ignorando o "com quem?". Só queria te ver feliz...
O engraçado é que tudo, mesmo em dor e aos prantos, aceitei. Nenhum rancor guardei. E o que por fim mais me magou, foi ser rejeitada outra vez, meu senhor. Quem se nega a uma amizade? Não sei se é exagero, mas a mim parece tanta maldade. O que concluo é que não te importas, na verdade. Dura ou não, essa é a realidade.
A única coisa que fiz questão de pedir, você me negou. Se nem pra amiga te sirvo, Sinto por ti, meu amor.
Vou seguindo meu caminho, com ou sem você chegarei longe. Talvez um dia, nas voltas que a vida dá, possamos novamente nos encontrar, contar histórias, dar risadas enquanto tomamos, sei lá, um chá? (rss. Era necessário pra rimar).
Talvez você me conte o quanto feliz foi sem mim e eu te diga que foi melhor assim, mesmo que no profundo da alma, uma última lágrima esteja guardada, a qual provavelmente vou evitar, para que quando chegar em casa, sem que você saiba, calmamente eu a possa derramar.
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