sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

EXAGERADA SIM, E DAÍ?

Exagerada?
Sim, eu sou.
Sonho demais, amo demais.
Quando sofro, faço intensamente,
Mas quando passa, sorrio exuberantemente.
Se for pra pagar mico, ah, como eu capricho (cadê as primas pra confirmar? Kkk).
Essa sou eu.
Não sei ser diferente.
E peço, por favor, não tentem me mudar.
Quando eu der gargalhadas, não busque me controlar.
Quando me vir chorando, não queira minhas lágrimas conter. No máximo me ajude as enxugar.
No meu momento "bobo da corte", entre no jogo, sorria também.
Mas se essa Weide não for do seu agrado, com pesar eu te digo, afaste-se meu bem.
Preciso ser eu mesma, ou então não serei ninguém.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

PENSAMENTOS DE UMA SONHADORA

Enquanto um discreto chuvisco se dissipa, ela caminha pelas ruas da cidade, esperando por algo... talvez alguém... quem é que sabe?
Ao som agradável que vem, sutilmente de um restaurante do outro lado da avenida, ela desfila, calmamente, no tapete vermelho de seu próprio reino, também conhecido como "Sonhos".
E se, assim como nos filmes, ela se esbarrasse em alguém ou algo que pudesse interferir em todo o seu viver? Vai que a percebam enquanto seus olhos grandes fixam-se no nada e seus cachos são delicadamente tocados pela brisa.
Um filme vai rodando em sua imaginação, embalada pela vontade de algo novo experimentar, até que ela se dá conta de que está na realidade, e como se dissesse a si mesma "deixe de ser boba, guria", um sorriso meigo dos lábios deixa escapar.
Ali estão ela e o mundo. Este último tão vasto, mas pela primeira vez, do tamanho certo para o seu gosto. Por um momento, que não sabe o quanto vai durar, ela sabe qual é o seu lugar no Universo, e embora não faça a mínima ideia do que esteja por vir, tem certeza de que longe irá chegar.
Afinal, pra que servem os sonhadores, senão para acreditar naquilo que para outros é apenas utopia?
Ela continua a caminhar, e percebe, enquando lentamente move os seus pés, que a vida nada espera. Sim, pois quem espera são pessoas. Aguardam por si, até que estejam prontas sabe Deus para que; esperam por outros, por achar valer a pena; mas a vida? Ah! Essa continua a passar, e em um ritmo inexplicavelmente acelerado, em contradição aos que seguem devagar.
E a moça continua andando. Ora, quem caminha, mesmo sem conhecer seu destino, sabe que chegará a algum lugar.
Enquanto se move, reflete e agradece a Deus por seu caminho. E nessa euforia de achar, ingenuamente, que quase compreende a vida, decide que mesmo pequeno e simples, mundo também será, mas somente para quem souber lhe amar e em seu abraço quiser se aconchegar.
(Weide CJ).

sábado, 3 de dezembro de 2016

NEM AMIGA, MEU SENHOR?

Como é difícil te arrancar um "sim", justo pra mim que poucas vezes te disse "não".
Você me negou seu amor quando tudo o que fiz foi te amar. Privou-me de teu sorriso, mesmo quando eu disfarçava a minha dor e espremia minha alma para um riso te ofertar. Quando uma mão estendi, você a recusou. Quando o meu ombro ofereci, dele pouco fizeste... o desprezou. Então te ofertei minha amizade, mas veja só, você se afastou.
Não me restou mais nada a oferecer senão minhas orações e lágrimas, e ainda assim só as posso doar em silêncio, sem que você saiba, porque até disso fui privada.
Quem diria? eu que nunca gostei de que me dissessem o que fazer... acabo acatando as "babaquices" que ouvi de você. Mas como me opor? não seria ainda mais me humilhar? Não se pode fazer com que, sem querer, ao seu lado alguém queira ficar.
Perdoei os planos interrompidos, os sonhos não realizados, o amor talvez (mas só talvez) fingindo, e o vazio no meu peito deixado.
Perdoei-te pelas lágrimas derramadas, por ter sido trocada... só queria estar por perto, alegrando-me com o teu sucesso, do qual nunca duvidei.
Já sabia que não me amava (e que possivelmente nunca me amou), mas achava que te importavas. Queria ser tua amiga, só isso... mas era conveniente que de ti me despedice, não é? Para que pudesses te veres livre, da chata, grudenta mais que carrapata, mas que só queria te ver bem, até mesmo ignorando o "com quem?". Só queria te ver feliz...
O engraçado é que tudo, mesmo em dor e aos prantos, aceitei. Nenhum rancor guardei. E o que por fim mais me magou, foi ser rejeitada outra vez, meu senhor. Quem se nega a uma amizade? Não sei se é exagero, mas a mim parece tanta maldade. O que concluo é que não te importas, na verdade. Dura ou não, essa é a realidade.
A única coisa que fiz questão de pedir, você me negou. Se nem pra amiga te sirvo, Sinto por ti, meu amor.
Vou seguindo meu caminho, com ou sem você chegarei longe. Talvez um dia, nas voltas que a vida dá, possamos novamente nos encontrar, contar histórias, dar risadas enquanto tomamos, sei lá, um chá? (rss. Era necessário pra rimar).
Talvez você me conte o quanto feliz foi sem mim e eu te diga que foi melhor assim, mesmo que no profundo da alma, uma última lágrima esteja guardada, a qual provavelmente vou evitar, para que quando chegar em casa, sem que você saiba, calmamente eu a possa derramar.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

DEVOCIONAL 02/12/2016

"Este é o dia com que nos presenteou o SENHOR: festejemos e regozijemo-nos nele!"
(Salmos 118.24).

Quando pela manhã os olhos abri, e percebi-me viva, então compreendi que de Deus, mas uma vez, recebera um embrulho cuidadosamente embalado.
Sabe o que é curioso?
Tem dias que o embrulho parece belo, encantador. Existe ocasião, no entanto, que ele não desperta expectativa alguma quanto ao que trás em seu interior.
Mas se há uma coisa que tenho aprendido depois de tantas manhãs, é que o embrulho jamais altera o conteúdo.
Por mais belo que o pacote possa parecer, ou mais sem graça que possa ser, sempre, dentro dele existe um vale-oportinidade com a seguinte descrição: "Vale-oportunidade. Resgate seu prêmio!"
E assim, todos os dias escolho o que eu quero.
A princípio, inexperiente como ninguém, costumava me deixar levar pelas opções que pareciam mais óbvias, que nem sempre eram as melhores. Às vezes eram dias medíocres, repletos de ingratidão e insatisfação. Porém, o tempo tem ensinado-me que se eu buscar direitinho, em algum lugar da prateleira, sempre existirá um "dia bom". Pego-lhe cuidadosamente e saio por aí, alegrando-me  e aproveitando dele o máximo que posso.
Sabe por quê?
Esse é o dia que o Senhor fez.