Quando eu tinha seis anos e meio de idade me deparei com a história de uma moça que saiu para vender leite na cidade. Enquanto caminhava, equilibrando na cabeça a vasilha com o produto, ela sonhava e planejava a forma de investir o dinheiro que ganharia com a venda. Ela compraria ovos, os chocaria, os pintinhos se tornariam galinhas também... enfim, ela ficaria rica, seria uma fazendeira e se casaria. Ela estava tão feliz, até que tropeçou e derrubou todo o leite. Com ele foram-se os sonhos e planos, e chorar sobre o leite derramado não o traria de volta.
Jamais me esqueci dessa história, e até hoje ela tem muito significado para mim. Por diversas vezes vejo-me como a moça sonhadora e teimosa que insiste em sonhar mesmo quando a venda do "leite" parece impossível. Tenho tomado muito cuidado. Sigo caminhando atentamente para não jogar fora os materiais que Deus me deu para trabalhar. Porque uma vez que o leite se derrama, não há outra forma senão aceitar o prejuízo e recomeçar do zero.
Existem muitas pedras no caminho, e a visão pode facilmente ser negligenciada à luz da imaginação. É necessário que os passos sejam precisos, pois um em falso e "já era". Algumas dessas pedras estão bem visíveis, outras especialmente camufladas. Não me envergonho em reconhecer que preciso de ajuda, por isso tenho Jesus como meu guia e a sua Palavra tem ilumidado o estreito caminho.
Vamos falar de amor? Quem sabe dor... Sonhos? Desilusões? E que tal juntar tudo isso? Já sei! Falaremos da vida. Porque no fim, seus encantos e desencantos nada mais são que belas poesias. Bem vinda, pessoa!
segunda-feira, 26 de junho de 2017
domingo, 4 de junho de 2017
UM DIA A GENTE CRESCE
Um dia, mais cedo ou mais tarde, a gente entende que é hora de crescer, deixar para trás as brincadeiras de crianças e às vezes, infelizmente, alguns dos sonhos que nos moveram até aqui.
Um dia a vida ensina que embora todos tenham potencial e oportunidades para serem melhores, a grande maioria prefere deixar isso no lixo, casar-se com o conformismo e ter com ele muitos filhinhos: mesmice, estagnação, e talvez a "involução" (a rapinha do tacho).
Um dia compreendemos que a vida não nos espera enquanto esperamos por alguém, por isso, nem toda espera vale a pena. É preciso aceitar que nem todos querem "aprumar" os passos conosco.
Um dia percebemos que nem todos sabem receber presentes, por se sentirem indignos. Ora, se merecessemos não seria dádiva, mas sim pagamento. Presente de verdade é aquele que a gente não merece, por isso cuida com carinho para não estragar. Isso chama-se "graça". Mas os tolos preferem jogá-los no lixo.
Um dia decidimos deixar ir tudo aquilo que não agrega, que não se impõe, que não tem coragem de "ser" ou "viver" além das próprias expectativas.
E um dia perceberemos que escolhas bem feitas, ainda que doloridas, sempre serão a melhor coisa que podemos fazer.
Um dia a vida ensina que embora todos tenham potencial e oportunidades para serem melhores, a grande maioria prefere deixar isso no lixo, casar-se com o conformismo e ter com ele muitos filhinhos: mesmice, estagnação, e talvez a "involução" (a rapinha do tacho).
Um dia compreendemos que a vida não nos espera enquanto esperamos por alguém, por isso, nem toda espera vale a pena. É preciso aceitar que nem todos querem "aprumar" os passos conosco.
Um dia percebemos que nem todos sabem receber presentes, por se sentirem indignos. Ora, se merecessemos não seria dádiva, mas sim pagamento. Presente de verdade é aquele que a gente não merece, por isso cuida com carinho para não estragar. Isso chama-se "graça". Mas os tolos preferem jogá-los no lixo.
Um dia decidimos deixar ir tudo aquilo que não agrega, que não se impõe, que não tem coragem de "ser" ou "viver" além das próprias expectativas.
E um dia perceberemos que escolhas bem feitas, ainda que doloridas, sempre serão a melhor coisa que podemos fazer.
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