O que é a vida?
Essa é uma pergunta tão
simples, mas com respostas tão complexas. Encontra-las parece quase impossível.
Tudo o que se sabe
sobre a vida é que embora seja possível dizer como e quando ela se inicia, é
impossível estabelecer quando irá terminar. E isso está associado aos nossos limites
enquanto seres humanos. Nós conhecemos o passado, tentamos controlar o
presente, porém desconhecemos totalmente o futuro. O máximo que podemos
descrever ao seu respeito, é que ele será o reflexo de nossas escolhas e
atitudes de agora.
Quando se fala em vida,
é impossível não pensar na morte, afinal, é o ciclo natural da existência. Todos
hão de concordar com isso. Bem, pelo menos no que diz respeito a esse mundo, a
esse planeta, a essa dimensão... Quem é que sabe? E falar no fim desse ciclo
envolve lidar com um de nossos maiores medos: o da ausência.
Como é difícil pensar
que sempre existe a possibilidade de não participarmos de momentos importantes
da vida de pessoas que amamos ou não tê-las em nossas ocasiões especiais! Parte
disso deve estar relacionada ao fato de que às vezes lidamos com a morte como o
fim, e que acreditamos que a ausência que ela causa seja eterna. E será que não
é?
A forma com que
superamos e enfrentamos os nossos medos sempre esteve ligado ao que para nós é
verdade, ou seja, no que acreditamos. E são exatamente nossas crenças, ou a
falta delas, que direcionam as nossas ações.
Podemos não acreditar
em que haja algo além da nossa existência nessa forma, nesse corpo. E dessa
forma, ao deparar com a possibilidade do fim surge o dilema: viver os últimos
instantes correndo contra o curso natural de tudo; viver os últimos momentos ao
lado de pessoas que amamos e fazendo tudo o que gostamos, de acordo com os nossos
princípios, sendo exemplo para alguém; jogar tudo pelo ar e quebrar as regras
pelas quais nos havíamos submetido toda a vida; ou recuperar o tempo perdido,
tentando ser uma pessoa melhor e fazendo a diferença na vida de alguém? Nesse caso
é necessário decidir logo, já que se aproxima o fim.
Em contrapartida
podemos encarar a morte como uma passagem. Como uma máquina de tele transporte
que conduz à outra dimensão. E sendo assim, a maneira mais acertada de encarar
tudo é admitindo a existência da relação Criador-criação. Nessa hipótese também
nos deparamos com dilemas: como queremos viver a eternidade? Longe do nosso
Mentor ou em comunhão com Ele? Em se tratando da primeira opção tudo se torna
mais fácil, pois só a falta de ação já implica nela. Para que se esforçar por
isso? Basta viver o agora de qualquer maneira, desprezando a Existência de um
Deus, a sua justiça, a sua misericórdia e o seu amor pela sua criação, que
culminou na doação total de Alguém em troca da salvação daqueles que O
maltrataram e O negaram. Ao contrário de tudo isso, a segunda opção, em que o
que se deve ser considerado é que existe um Deus Supremo, Justo,
Misericordioso, Amoroso e acima de tudo Alcançável, e que tudo o que Ele exige
é fidelidade, obediência e confiança, oportuniza uma vida repleta de expectativas
que superam inclusive a morte. Pois admite a possibilidade de vivermos a
eternidade ao lado de pessoas amadas, em um lugar maravilhoso que em nada se
assemelha à realidade até agora conhecida e vivenciada por nós, repleta de
corrupção e violência. E para todos os que se agarram a essa opção, existe a
certeza de que a morte não é o fim, e o que está por vir pode ser melhor que
tudo aquilo que conhecemos, dependendo das nossas escolhas. Para esses não
existem receios em afirmar:
- O que é a vida? Ela é
uma experiência pela qual somos submetidos a fim de nos reaproximarmos do nosso
Criador e ajudarmos outras pessoas também a fazerem o mesmo. E nesse contexto,
a morte é a sala de espera de um país chamado Eternidade.
Para aqueles que ainda
têm dúvidas: eu me encaixo nessa última opção.